O convidado que faltou no álbum solo de Slash, segundo o próprio

“Orgy of the Damned”, novo disco do guitarrista, é voltado ao blues e conta com várias participações especiais

O novo álbum de Slash, Orgy of the Damned, trará releituras para clássicos do blues em suas 12 faixas. Outro aspecto atrativo está na lista de convidados especiais, reunindo uma série de astros de diferentes gerações da música emprestando seus talentos ao guitarrista, tal qual havia acontecido em seu primeiro disco solo – que abordava outras sonoridades.

Porém, sempre fica faltando alguém nesse tipo de iniciativa. No caso, alguém que já não está entre nós há certo tempo, mas que conta com admiração do protagonista, com quem dividiu os palcos em várias oportunidades.

- Advertisement -

Disse o músico ao Rock Antenne, da Alemanha, conforme transcrição do Blabbermouth:

“Bem, o maior deles, realmente, aquele que me desanimou não poder convidar, foi Lemmy. Houve um momento em que pensei: ‘Cara, Lemmy seria ótimo para isso’. Ainda não me acostumei com o fato de ele não estar mais aqui. Esse foi o grande lamento.”

Sobre Lemmy Kilmister

Nascido em Stoke-On-Tent, Inglaterra, Ian Fraser Kilmister despontou em 1965 com o The Rockin’ Vickers. O grupo lançou três singles e se tornou a primeira banda britânica a excursionar pela Iugoslávia.

Seis anos depois se juntou ao Hawkwind. Mesmo sem experiência no baixo, assumiu o instrumento que o consagraria. Cantou no single mais bem-sucedido da banda, “Silver Machine”. Saiu em 1975.

A seguir, montou o Motörhead, que se tornaria seu grande trunfo. Na maior parte da carreira como power trio, o grupo se tornou o elo perdido do rock pesado, agradando de punks a headbangers. Foram 22 álbuns de estúdio e mais de 15 milhões de discos vendidos em todo o mundo.

Morreu em 28 de dezembro de 2015, por conta de um câncer na próstata aliado a sérias condições cardíacas. Permaneceu no palco até 17 dias antes, quando se apresentou com o Motörhead em Berlim, Alemanha.

O novo álbum de Slash

“Orgy of the Damned” sairá em 17 de maio. A produção é assinada por Mike Clink, o mesmo responsável por discos clássicos do Guns N’ Roses, como “Appetite for Destruction” e a dobradinha “Use Your Illusion”.

Diferentemente de outros trabalhos recentes, o guitarrista não gravou com o vocalista Myles Kennedy e sua banda de apoio, The Conspirators. Em vez disso, retomou o formato de seu disco solo de 2010, homônimo, que trouxe vários convidados. A lista de participações está disponível ao fim deste texto.

Festival itinerante

Além do novo álbum, Slash realizará um festival itinerante de blues. O evento S.E.R.P.E.N.T. rodará pelos Estados Unidos entre julho e agosto deste ano. O nome é um anagrama para Solidarity, Engagement, Restore, Peace, Equality N’ Tolerance (Solidariedade, Engajamento, Restauração, Paz, Igualdade e Tolerância).

Leia também:  A maior música da história do rock, na opinião de Andreas Kisser

Em todas as datas, se apresentará ao lado de Johnny Griparic (baixo – Richie Kotzen, Ace Frehley, Walter Trout etc), Teddy “ZigZag” Andreadis (teclados – Guns N’ Roses, Carole King, Chuck Berry etc), Michael Jerome (bateria – Toadies, John Cale etc) e Tash Neal (voz e guitarra – The London Souls). Vale lembrar que “ZigZag” excursionou com o Guns durante parte da turnê de “Use Your Illusion”, entre 1991 e 1993, e tocou com o próprio Slash no projeto Slash’s Snakepit.

Artistas e bandas como Warren Haynes Band, Keb’ Mo’, Larkin Poe, Christone “Kingfish” Ingram, Samantha Fish, ZZ Ward, Robert Randolph, Eric Gales e Jackie Venson irão se revezar nas datas junto do músico.

Em nota, Slash afirma que criou o S.E.R.P.E.N.T. para celebrar o espírito do blues e se apresentar com outros artistas que ele admira e que compartilham seu amor pelo gênero.

De acordo com o guitarrista, a turnê também tem objetivo filantrópico. A ideia é “retribuir às instituições de caridade que apoiou ao longo dos anos, bem como ajudar a erguer comunidades marginalizadas que partilham o seu foco restaurativo de elevar vidas para o benefício de todos”.

Dessa forma, uma parte dos lucros de cada ingresso e pacote VIP vendido beneficiará diretamente as seguintes instituições de caridade selecionadas por Slash: The Equal Justice Initiative, Know Your Rights Camp, The Greenlining Institute e War Child. Uma parceria com a Plus1.org foi feita para apoiar tais esforços de caridade.

Slash — “Orgy of the Damned”

  1. The Pusher (feat. Chris Robinson)
  2. Crossroads (feat. Gary Clark Jr.)
  3. Hoochie Coochie Man (feat. Billy Gibbons)
  4. Oh Well (feat. Chris Stapleton)
  5. Key To The Highway (feat. Dorothy)
  6. Awful Dream (feat. Iggy Pop)
  7. Born Under A Bad Sign (feat. Paul Rodgers)
  8. Papa Was A Rolling Stone (feat. Demi Lovato)
  9. Killing Floor (feat. Brian Johnson)
  10. Living For The City (feat. Tash Neal)
  11. Stormy Day (feat. Beth Hart)
  12. Metal Chestnut

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.

ESCOLHAS DO EDITOR
InícioCuriosidadesO convidado que faltou no álbum solo de Slash, segundo o próprio
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Últimas notícias

Curiosidades