Guitarristas são as pessoas mais conservadoras do mundo, lamenta Buzz Osborne

Influenciado por Flannery O'Connor e Gene Simmons, líder do Melvins apontou que colegas de instrumento não são aventureiros

Buzz Osborne nunca teve uma papa sequer na língua. Agora, o líder do Melvins lamentou recentemente o conservadorismo de guitarristas e a falta de inovação musical quanto ao instrumento.

O assunto foi abordado em entrevista para a Total Guitar (via Guitar). Durante a conversa, o assunto se voltou para as inúmeras inovações tecnológicas atuais e o estado do guitarrista moderno.

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Diante disso, Osborne não poupou palavras:

“Eu queria que guitarristas fossem mais aventureiros, mas eles não são. Eles parecem ser as pessoas mais conservadoras do planeta. Não dá pra convencê-los a fazer qualquer coisa fora do normal.”

King Buzzo ainda fez um apelo para guitarristas do mundo inovarem:

“Tente algo novo. Você pode até gostar!”

Soar como ninguém

O músico de Montesano, cidade no estado americano de Washington, aproveitou para falar sobre como sempre achou que o Melvins não soava como ninguém, até mesmo comparado a bandas grunge, cena à qual eles sempre foram atrelados. Assim, atribuiu isso a duas influências bem distintas:

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“Bem, uma das minhas autoras preferidas é Flannery O’Connor. Ela disse sobre os livros que ela escrevia: ‘se não for polêmico, então não é bom’. Nunca esqueci isso. Outra coisa que sempre gostei foi quando Gene Simmons (Kiss) disse: ‘seja o mais peculiar possível’. Eu repeti isso pra mim mesmo por muito tempo.”

Buzz Osborne fã de Kiss

Mesmo sendo um ícone do rock alternativo, Buzz Osborne é grande fã de Kiss. Em entrevista à Magnet Magazine, o papo logo partiu para o icônico álbum “Alive!” (1975) e o fato de ser um disco amado e criticado pelas correções em estúdio. Ele refletiu:

“Eles podem fazer o que quiserem. É o Kiss. Eles são divertidos. Eles tinham boas músicas. Quero dizer, não há realmente mais do que isso. As pessoas dizem: ‘oh, não é sério!’ Música não é coisa séria! É a arte, o bônus depois que você termina de fazer as coisas que lhe permitem ganhar a vida. Tira você da existência cotidiana e o coloca em outra coisa, que é o que a arte deve fazer.”

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Pedro Hollanda
Pedro Hollanda
Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como Rock'n'Beats e Scream & Yell.

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