Marty Friedman odeia ver “ex-Megadeth” escrito ao lado de seu nome em notícias

Guitarrista participou da fase mais bem-sucedida da banda de Dave Mustaine, registrando seus principais álbuns

Quando algum músico passa por uma banda consagrada, acaba sendo natural a associação para o restante da carreira – especialmente quando seu trabalho solo não atinge a mesma relevância e repercussão. A situação não deveria incomodar, mas é inevitável, dependendo do ego do envolvido.

Em entrevista ao THAT Rocks!, no YouTube, Marty Friedman falou sobre como se sente tendo o nome ligado ao Megadeth, banda da qual participou na fase mais bem-sucedida da carreira. Ele confessou que a situação o incomoda.

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Disse o artista, conforme transcrição do Blabbermouth:

“É claro que, depois que deixei a banda, a etiqueta ‘ex-Megadeth’ ficou grudada no meu nome. Entendi isso por cerca de um ou dois anos. Depois, realmente quis acabar com isso, porque eu não estava mais no Megadeth e estava fazendo minhas próprias coisas, que não eram relacionadas ao grupo.”

Para fugir do rótulo, foi preciso estabelecer uma regra, quase um decreto oficial.

“Por volta de 2002 ou 2003, estabeleci uma regra estrita de que qualquer tipo de mídia, quando publicasse o que quer que estivesse fazendo, não teria ‘ex-Megadeth’ ao lado do meu nome. Apenas não coloque isso no título. Tornou-se uma regra muito, muito rígida. É claro que, como todos sabem, os meios de comunicação social tendem a ignorar essas determinações cerca de 90% das vezes. Eles ignoraram muito isso, mas depois, com o passar do tempo, começou a diminuir cada vez mais e comecei a me sentir melhor. E então, em meados da década de 2010, muitos lugares pararam completamente de colocar isso ao lado do meu nome, porque não havia nada que eu estivesse fazendo, nem remotamente relacionado ao Megadeth, então por que colocar isso aí?”

Marty Friedman, o ex-Megadeth

Com o tempo, Marty Friedman estabeleceu uma carreira no Japão, onde passou a morar. Por lá, desenvolveu trabalho que saiu do segmento do heavy metal e até mesmo do rock, em um sentido mais amplo. Virou uma sensação na mídia local, com direito a programas televisivos e aparições em eventos oficiais.

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No entanto, para o restante do mundo, ele continuou sendo aquilo que não queria – até por conta de ter praticamente se isolado, mesmo em um período da história com grande fluxo de informações. Sendo assim, para boa parte do planeta, ele ainda é o ex-Megadeth.

“Claro, às vezes ainda acontece, e isso realmente me irrita muito, porque também não está fazendo nenhum favor ao próprio Megadeth. Já se passaram 25 anos. Eles têm a banda e eu sou o maior fã. Porém, meu estilo é completamente diferente. De qualquer modo, às vezes não podemos controlar o que a mídia faz. Mas isso ainda não significa que eu não tenha muito amor e respeito pela banda. Claro que sim. Apenas estamos fazendo coisas separadas.”

Marty e o Megadeth se reuniram nos palcos duas vezes em 2023. A primeira aconteceu em Tóquio, no lendário Nippon Budokan Hall. Posteriormente, o reencontro ocorreu no festival alemão Wacken Open Air.

O “Drama” de Marty Friedman

Marty Friedman lançou o álbum solo “Drama” no último dia 17 de maio, via Frontiers Music Srl. O trabalho conta com 12 faixas em sua edição convencional, além de uma bônus exclusiva para o mercado japonês.

O trabalho foi registrado com uma banda formada por Wakazaemon (baixo), Gregg Bissonette (bateria, ex-David Lee Roth), Mika Maruki (piano, teclado e sintetizador), Hiyori Okuda (violoncelo) e Miho Chigyo (violino). O protagonista assinou a produção, com a mixagem ficando a cargo de Alexander Backlund e Jay Ruston (Anthrax, Stone Sour, Uriah Heep, Amon Amarth).

Também há espaço para participações especiais como em “Dead of Winter”, com vocais de Chris Brooks (Like a Storm). A composição ainda conta com uma versão em espanhol, chamada “2 Rebeldes” e cantada por Steven Baquero Vargas (Apolo 7). O tecladista Jordan Rudess (Dream Theater) também esteve envolvido, embora o material promocional não especifique em quais partes.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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