Foto: divulgação

Por que o Mr. Big pode não voltar, de acordo com Paul Gilbert

Guitarrista diz enxergar-se mais como um cantor nos dias de hoje; banda perdeu em 2018 o baterista Pat Torpey, falecido em decorrência do Parkinson

O Mr. Big está em hiato desde 2018, ano da morte de Pat Torpey. O baterista faleceu, aos 64 anos, em decorrência de complicações causadas pelo Parkinson – mesmo com a doença complicando seus movimentos nos anos anteriores, ele seguiu em turnê com a banda, na percussão, deixando a bateria a cargo de Matt Starr.

Apesar de uma baixa importante em sua formação, o grupo não deve retomar suas atividades – pelo menos em um futuro próximo – por outra razão. Em entrevista exclusiva a IgorMiranda.com.br (vídeo completo ao fim da matéria), o guitarrista Paul Gilbert contou que, atualmente, se enxerga mais como um vocalista, ainda que por intermédio das 6 cordas, do que como um cara das guitarras, função que exerce na banda.

Inicialmente, ao ser perguntado sobre um possível retorno do Mr. Big, ele respondeu:

“Oh, eu nem pensava nisso (em uma possível volta do Mr. Big) até que comecei a dar entrevistas sobre esse álbum (‘Werewolves of Portland‘, seu novo disco solo) e todo mundo trouxe esse assunto.”

Em seguida, ele declarou:

“O que eu venho pensando sobre o Mr. Big é que eu amo Eric Martin cantando e venho tentando copiá-lo na guitarra, com slides. Na última turnê, toquei ‘To Be With You’, fazendo essa parte da voz. Eu o agradeço por essa melodia. Também toquei minhas próprias músicas, como ‘Green-Tinted Sixties Mind’. Não me sinto tão mais como um guitarrista, mas sim como um vocalista.”

No contexto da entrevista, Gilbert dá a entender que se enxerga como um “vocalista” por intermédio da própria guitarra. Em boa parte da conversa, ele comenta como construiu seu álbum solo mais recente, “Werewolves of Portland”, tratando as passagens instrumentais como linhas de melodia vocal.

Mr. Big, “Lean Into It” e Brasil

Foto: Jason Quigley / divulgação

Ainda durante o bate-papo, o guitarrista resgatou as lembranças que tem de “Lean Into It”, segundo e mais vendido álbum do Mr. Big. O trabalho, divulgado originalmente em 1991, completa 30 anos de lançamento neste ano.

“Eu estava animado para lançar esse álbum porque eu sabia que era bom. Melodicamente foi um grande progresso em relação ao último disco… ‘To Be With You’, ‘Green-Tinted Sixties Mind’, ‘Just Take My Heart’. Algumas boas faixas bem blues, como ‘Alive and Kickin”. ‘Lucky This Time’ tem uma grande melodia. Eu estava realmente animado. Eu achava que, depois desse álbum, eu finalmente conseguiria uma namorada!”

O músico também falou sobre a relação especial que ele e o Mr. Big têm com o Brasil. A banda veio ao país apenas quatro vezes, nos anos de 1994, 2011, 2015 e 2017, mas tem muitos fãs por aqui – especialmente porque, em sua primeira turnê em terras tupiniquins, apresentou-se em um grande festival a céu aberto na praia de Santos.

“O primeiro show que fizemos (no Brasil) foi em um grande festival a céu aberto e foi um dos shows mais incríveis que já fiz na vida. Tinha tanta gente, um ótimo público. Adoro essa lembrança. Eu podia realmente sentir o público. De vez em quando, quando você está longe deles, você sabe que tem pessoas ali, mas você não sente que eles estão curtindo, mas ali eu senti que as pessoas curtiam a banda… foi maravilhoso. Aquele show realmente me inspirou. E toda vez que a gente volta, sempre é maravilhoso. São muitas viagens, mas vale a pena. E a carne é boa. Adorei o abacaxi grelhado.”

Assista à entrevista na íntegra, com legendas em português, no player de vídeo a seguir.

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