A cultuada música dos Beatles em “Abbey Road” que Paul McCartney admite cópia

Letra da faixa em questão foi inspirada em canção de ninar datada de 1918, baseada em um poema

Lançado em setembro de 1969, “Abbey Road” foi o último álbum gravado pelos Beatles — embora tenha sido o penúltimo a sair, antes de “Let It Be” (1970). “Something”, “Come Together” e “Here Comes the Sun” estão entre as faixas de maior sucesso do projeto. Para além da música, a capa, que mostra o quarteto atravessando a rua onde fica o estúdio de mesmo nome em Londres, virou um ícone da cultura pop. 

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O tracklist ainda inclui uma cultuada canção do Fab Four que Paul McCartney admitiu ser, na verdade, uma cópia. Durante o episódio mais recente de seu podcast “McCartney: A Life In Lyrics”, transcrito pela Music Radar, o artista fez a revelação. 

A faixa é “Golden Slumbers”, parte da suíte completa por “Because”, “You Never Give Me Your Money”, “Sun King”, “Mean Mr. Mustard”, “Polythene Pam”, “She Came In Through the Bathroom Window”, “Carry That Weight”, “The End” e “Her Majesty”. Como explicado no podcast, a composição traz elementos da canção de ninar homônima, criada por Peter Warlock em 1918. Ela é baseada no poema “Cradle Song” da peça teatral “Patient Grissel”, de 1603. 

Macca teve contato com a partitura da faixa original aleatoriamente, quando a achou jogada perto de um piano. Apesar de não entender a melodia da música apenas com o papel, sentiu-se inspirado pela letra e resolveu transformá-la em um material dos Beatles seguindo seus próprios moldes.

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Ele relembrou:

“Eu sempre presto atenção nos bancos em que as pessoas sentam ao piano porque costumavam deixar partituras lá. Agora, podem estar vazios, mas eu sempre verifico. Daquela vez, no banco do piano ou no suporte para colocar música, tinha um canção chamada ‘Golden Slumbers’. Como eu não sei ler música (partitura), eu não sabia qual era a melodia que acompanhava a letra. Então eu criei minha própria melodia e apenas peguei as palavras.”

Segundo o próprio, a profundidade da canção, pouco percebida, gerou uma conexão com o seu “eu” interior logo de cara: 

“Acabou sendo uma música bastante espirituosa. Acho que a letra da canção original me atraiu em primeiro lugar. É como consolar um bebê ou ler uma história para as crianças na hora de dormir. Acho que há algo muito profundo nisso.”

Paul McCartney e a saudade de casa

Quando perguntado pelo poeta e apresentador Paul Muldoon a respeito de seus sentimentos à época, o eterno Beatle mostrou incerteza. Ainda assim, acredita que a saudades de casa e do pai, James McCartney, fizeram parte do contexto de “Golden Slumbers”  

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“É muito possível que eu estivesse me sentindo mal em Londres, então voltei para ver meu pai e me senti melhor em Liverpool. Antes estava pensando nos problemas no sul e me perguntando, ‘não seria bom chegar em casa, não seria bom ter essa sensação confortável novamente?’ Acho que passei muito tempo longe de casa e naquele momento eu estava na casa do meu pai.”

Beatles e “Golden Slumbers”

Conforme publicado pela Far Out Magazine, Paul McCartney encontrou a partitura que originou “Golden Slumbers” na casa de seu pai em Liverpool, num livro de sua meia-irmã Ruth.

A canção, gravada junto de “Carry That Weight”, já ganhou releituras de nomes como Elis Regina e Dua Lipa e também fez parte da trilha sonora de certos filmes. Na animação “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” (2016), por exemplo, é cantada por Jennifer Hudson.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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