Roger Waters diz que Bono é “um m#rda” por apoiar Israel

Ex-integrante do Pink Floyd definiu posicionamento do frontman do U2 como "nojenta, degradante e sionista"

Roger Waters, conhecido crítico do Estado de Israel, disparou contra o colega Bono por demonstrar apoio ao país, que está em guerra contra o Hamas desde outubro do ano passado.

Tudo começou após o vocalista do U2 decidir, durante um recente show da banda, prestar uma homenagem às pessoas mortas durante o ataque conduzido pelo grupo palestiino. A oefnsiva, ocorrida em 7 de outubro, foi o estopim para o início do conflito.

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Bono afirmou o seguinte:

“À luz do que aconteceu em Israel e Gaza, uma música sobre não-violência parece ridícula, até mesmo risível, mas nossas orações sempre foram pela paz e pela não-violência.”

Em seguida, o U2 tocou a canção “Pride (In The Name of Love)”, com os versos modificados para homenagear as pessoas que morreram durante o ataque.

Os versos: “Manhã cedo, dia quatro de abril // Um tiro faz barulho no céu de Memphis // Finalmente livre, eles tiraram a sua vida // Mas eles não puderam tirar seu orgulho” foram substituídos por: “Manhã cedo, dia sete de outubro // O sol nasce no céu do deserto // Estrelas de Davi, eles tiraram sua vida // Mas não puderam tirar seu orgulho.”

As críticas

Assim que soube do que aconteceu, Roger Waters não ficou calado. Em entrevista à Al Jazeera, transcrita pela Clash, criticou e até mesmo xingou Bono.

“Minha mãe me disse que em face de problemas, a primeira coisa a se fazer é ler, ler, ler e ler. Depois, a próxima parte é fácil: fazer a coisa certa. Qualquer um que conhece Bono deveria pegá-lo pelos tornozelos e balançá-lo até que ele pare de ser um m#rda enorme.”

O ex-integrante do Pink Floyd prosseguiu e classificou de “nojentos” os comentários feitos pelo frontman do U2.

“Temos de começar dizendo para essas pessoas que sua opinião é tão nojenta e degradante, defendendo a entidade sionista. O que ele fez há algumas semanas, cantando sobre as Estrelas de Davi, foi uma das coisas mais nojentas que já vi em minha vida.”

Roger Waters e o conflito Israel x Hamas

Roger Waters é crítico do conflito entre Israel e Hamas há algum tempo. Suas declarações já lhe renderam problemas, como quando não conseguia encontrar um hotel para hospedar sua equipe na Argentina e Colômbia, durante a turnê mais recente pela América do Sul. Ele também teve seu contrato com a gravadora BMG rompido.

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Por seu posicionamento, o músico é frequentemente acusado de ser antissemita. Entre os responsáveis por essa alegação estão Polly Samson, esposa do ex-colega de Pink Floyd e atual desafeto David Gilmour, além de nomes como o produtor Bob Ezrin. Há um documentário intitulado “The Dark Side of Roger Waters”, que fala sobre situações onde Roger teria atacado ou se referido a judeus de forma pejorativa.

Sobre as acusações de antissemitismo e o documentário mencionado, Roger publicou em seu site oficial o seguinte texto:

“A Campaign Against Antisemitism me contactou sobre um filme que fizeram. Deram-me sete dias para responder a múltiplas perguntas sobre assuntos que remontam a 2002 e 2010. Inicialmente, considerei que os seus ataques à minha pessoa não mereciam atenção. No entanto, agora que os ataques estão em circulação, quero deixar registrada a minha resposta.

Durante toda a vida usei a plataforma que a minha carreira proporcionou para apoiar causas em que acredito. Acredito apaixonadamente nos Direitos Humanos Universais. Sempre trabalhei para tornar o mundo um lugar melhor, mais justo e mais equitativo para todos os meus irmãos e irmãs, em todo o planeta, independentemente da sua etnia, religião ou nacionalidade, desde os povos indígenas ameaçados pela indústria petrolífera dos EUA até às mulheres iranianas protestando pelos seus direitos.

É por isso que sou ativo no movimento de protesto não violento contra a ocupação ilegal da Palestina pelo governo israelita e o tratamento flagrante que dispensa aos palestinianos. Aqueles que desejam confundir essa posição com o antissemitismo prestam um grande desserviço a todos nós.

As pessoas precisam conhecer a CAA, organização que fez este filme. Na sequência de queixas à Comissão de Caridade, a CAA está a ser analisada. O seu objetivo principal é travar campanhas políticas partidárias contra os críticos do estado de Israel. Então eu sabia que suas perguntas não foram feitas de boa fé.

A verdade é que sou frequentemente tagarela e propenso à irreverência, não me lembro do que disse há 13 anos ou mais. Trabalhei em estreita colaboração durante muitos anos com muitos judeus, músicos e outros. Se perturbei as duas pessoas que aparecem no filme, sinto muito por isso. Mas posso dizer com certeza que não sou, e nunca fui, um antissemita – como testemunhará qualquer pessoa que realmente me conheça. Sei que o povo judeu é um grupo diversificado, interessante e complicado, tal como o resto da humanidade. Muitos são aliados na luta pela igualdade e justiça, em Israel, na Palestina e em todo o mundo.

O filme distorce e deturpa totalmente a minha visão sobre o estado israelita e a sua ideologia política, o sionismo. Baseia-se numa definição de antissemitismo que vê a crítica a Israel como inerentemente antissemita e assume que o sionismo é um elemento essencial na identidade judaica. Estas opiniões, claramente partilhadas pelo apresentador e pelos dois entrevistados, são amplamente contestadas por muitos, incluindo muitos judeus.

O filme da CAA manipula filmagens e citações para servir a sua agenda e é seriamente enganoso em muitos aspectos. O que diz sobre a minha última turnê, ‘This Is Not A Drill’, repete uma série de falsidades que já foram desmascaradas, muitas vezes, não apenas por mim, mas nos tribunais alemães, depois que foram feitas tentativas de banir meus shows por lá.

As palavras ofensivas que mencionei entre aspas num e-mail há 13 anos foram as minhas ideias de brainstorming sobre como tornar os males e horrores do fascismo e do extremismo aparentes e chocantes para uma geração que pode não apreciar totalmente a ameaça sempre presente. Não são a manifestação de qualquer intolerância subjacente, como sugere o filme. Muito pelo contrário. Tenho tentado expor os males do fascismo desde que soube da morte do meu pai lutando contra fascistas na Segunda Guerra Mundial.

Em resumo, o filme é uma peça de propaganda frágil e sem remorso, que mistura indiscriminadamente coisas que supostamente disse ou fiz em diferentes momentos e em diferentes contextos, num esforço para me retratar como um antissemita, sem qualquer fundamento de fato.”

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Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atua no mercado desde 2013 e já realizou trabalhos como assessor de imprensa, redator, repórter web e analista de marketing. É fã de esportes, tecnologia, música e cultura pop, mas sempre aberto a adquirir qualquer tipo de conhecimento.

1 COMENTÁRIO

  1. O cara é contra o sionismo que é o movimento de auto-determinação do povo Judeu e sendo assim ele é contra, não por acaso, do único Estado Judeu.

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