Por que rock ter deixado de vender milhões hoje é algo bom, segundo Steven Wilson

Multi-instrumentista e produtor deixa claro não ver problemas em pertencer a um nicho artístico

Não precisamos falar muito a fundo sobre o quanto os números de vendas de discos despencou nos últimos anos, dado os avanços das tecnologias e formas de se ouvir música. Também não é necessário destacar que o rock acabou sendo um dos gêneros mais atingidos, se distanciando da representatividade que possuía outrora.

A questão é que nem todo mundo analisa a situação de forma negativa. Steven Wilson é um deles.

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O artista solo e membro do Porcupine Tree – além de colaborador de vários outros – reconheceu a realidade em entrevista à Classic Rock. Mas destacou não considerar um aspecto necessariamente negativo.

“Álbuns de rock não vendem mais milhões de cópias. O estilo se tornou a música de culto do século XXI, da mesma forma que o jazz se tornou um culto décadas atrás. Mas talvez isso não seja uma coisa ruim. Certamente o liberta, em alguns sentidos. Virou uma espécie de minoria muito apaixonada. Não me importo de fazer parte dessa minoria.”

Wilson ainda enfatizou que a falta de pressão comercial, combinada com a liberdade criativa proporcionada pela pandemia, significou que ele teve a liberdade de fazer exatamente o tipo de disco que desejava em seu mais recente esforço individual.

“Havia uma sensação de ir para o estúdio e dizer: ‘F*da-se, vou fazer um disco exatamente como quero, que eu gostaria de ouvir neste momento da minha vida, quase como um antídoto para tudo o que está acontecendo no mundo agora.’ Então, talvez desta vez, inconscientemente, eu esteja apenas pensando: ‘Ok, vamos fazer uma grande jornada cinematográfica, autoindulgente, descaradamente abrangente e pretensiosa’. Vamos dar ao público um álbum no qual eles possam se perder. Não vejo muitas pessoas fazendo algo assim. Na minha opinião esta é a música verdadeiramente alternativa de 2023.”

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Steven Wilson e “The Harmony Codex”

No último dia 29 de setembro, Steven Wilson lançou seu sétimo álbum solo de estúdio. “The Harmony Codex” chegou ao Top 20 em 11 paradas europeias, com destaque para o 4º lugar no Reino Unido – 1º no chart dedicado exclusivamente ao rock e metal.

O tracklist da edição convencional conta com 10 faixas. A edição deluxe ainda traz dois discos extras integrando o pacote – além de um livro com 100 páginas encadernado em capa dura.

No conteúdo, remixes e versões alternativas preparadas por figuras do porte de Manic Street Preachers, Roland Orzabal (Tears for Fears) e Mikael Åkerfeldt (Opeth), entre outros. Finalizando, mixagens do trabalho original em diferentes abordagens de qualidade sonora.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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