Summer Breeze Brasil torna realidade modelo europeu para festival nacional; veja como foi

Evento de som pesado criado na Alemanha e realizado pela primeira vez em São Paulo trouxe atrações como Avantasia, Blind Guardian e Stone Temple Pilots

Velvet Chains: competente, mas genérico

*Por Igor Miranda

Os vídeos não deixam mentir: o Velvet Chains tocou para algumas dezenas de pessoas ao abrir o Sun Stage no domingo (30). O público deu preferência para o Krisiun, que iniciava os trabalhos dos palcos principais Hot/Ice.

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Mesmo assim, o grupo formado em Las Vegas e composto por Ro Viper (voz), Nils Goldschmidt (baixo), Burton Car (guitarra solo), James Von Boldt (guitarra base) e Jason Hope (bateria) – os dois primeiros chilenos; o terceiro, argentino – fez um show competente. Os pecados estiveram na própria concepção artística do projeto, visto que, tecnicamente, a apresentação não teve qualquer problema.

O nome “Velvet Chains” já soa genérico; remete a Velvet Revolver e Alice in Chains. A sonoridade trafega por aí: um misto de hard rock contemporâneo com o alternativo dos anos 1990, às vezes bebendo de fontes um tanto datadas, típicas da parada Mainstream Rock da Billboard de duas décadas atrás. Embora tenha bons músicos, com destaque à voz forte (e de potência pouco aproveitada) de Viper, as composições autorais sempre fazem pensar em outra banda. Acaba por soar um pouco genérico, o que é uma pena.

Houve bons momentos, é claro. Um deles residiu em “Fade Away”, rara passagem em que a voz de Ro foi explorada de verdade. O hard contemporâneo “Back on the Train”, a radiofônica “Last Drop” e os covers “Suspicious Minds” (Elvis Presley) e “Even Flow” (Pearl Jam) também empolgaram. Mas faltou soar mais como si.

Repertório – Velvet Chains:

1. Wasted

2. Back on the Train

3. Pass the disease

4. Suspicious Minds (cover de Elvis Presley)

5. Fade Away

6. Can’t Win

7. Eyes Closed

8. Hiding from Stars

9. Even Flow (cover de Pearl Jam)

10. Tattooed

11. Last Drop

Guia:

Voodoo Kiss – página 02
Brutal Brega – página 03
Benediction – página 04
Marc Martel – página 05
Crypta – página 06
Tributo a Andre Matos – página 07
Tuatha de Danann – página 08
Lord of the Lost – página 09
Skid Row – página 10
Bruce Dickinson (palestra) – página 11
Sepultura – página 12
Perturbator – página 13
Lamb of God – página 14
Stone Temple Pilots – página 15
Accept – página 16
Blind Guardian – página 17
Apocalyptica – página 18
Velvet Chains (início do segundo dia) – página 19
Krisiun – página 20
Grave Digger – página 21
Project46 – página 22
H.E.A.T – página 23
Bury Tomorrow – página 24
Vixen – página 25
Finntroll – página 26
Testament – página 27
The Winery Dogs – página 28
Beast in Black – página 29
Kreator – página 30
Electric Gypsy – página 31
Napalm Death – página 32
Avantasia – página 33
Sinistra – página 34
Parkway Drive – página 35
Stratovarius – página 36
Evergrey – página 37

Leia também:  Como será o setlist do Mercyful Fate no Summer Breeze Brasil, segundo Hank Shermann
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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

5 COMENTÁRIOS

  1. Na verdade, eu fui pra ver o Marc Martel. Não só ele, claro. Mas ele era minha prioridade… E fiquei encantada com show. Amo o Queen e honestamente não gosto de outros cantores interpretando. Só o Marc.

  2. Excelente festival para uma primeira edição no Brasil, organização e estrutura nota 9/10, local agradável, espaçoso e de fácil acesso.

    Eu li no site do evento que a água seria potável, então imaginei que a água daquelas torneiras era potável e bebi várias vez. Inclusive vi muita gente bebendo. Acho que vou comprar um Annita, só por precaução.

    O cartão de alimentação deveria ser gratuito e entregue na entrada, ganharam 7,00 de cada um.

    O som estava realmente alto e isso afeta a audição, eu usei protetor de ouvidos de silicone, não atrapalha em nada e protege.
    Soube que a vizinhança reclamou do volume, mas pelo menos ouviram 40 bandas de graça.

    Notei algumas pessoas em cadeira de rodas e essas tiveram dificuldade de locomoção pelo evento.

    Colocaram o Stratovarius no palco errado, o Ice Stage foi pequeno para o tamanho da banda e houve congestionamento na passarela. Muita gente teve que assistir ao lado dos banheiros e atrás das palmeiras.

    Em relação aos banheiros, houve descaso da organização. Não tinha manutenção, nenhum funcionário colocando desinfetante ou lavando com água sanitária. Eu entrei com máscara, deixei a porta aberta e mesmo assim o mau cheiro de urina estava insuportável. As mulheres sofreram mais .

    Gostaria de ver bandas de black metal no Summer Breeze 2024.
    Minhas sugestões: Vader, And Oceans, Skyclad, Borknagar, In Flames, Amon Amarth, Rotting Christ, Acherontas, Dark Funeral, Melechesh, Dark Tranquility, Iced Earth, Solstafir, Anathema, Uganga, Arandu Arakuaa, Appalachian Winter, Eisregen, Enslaved, Satyricon, Taake, Ulver, Amorphis, Brujeria, Insomnium, Moonsorrow, Equilibrium, Einherjer, Possessed, Marauder, Iron Savior, Morgana Lefay, Arkona, Orphaned Land, Stille Volk, Sabaton, Arcturus, In Extremo, Agalloch, Mgla, Withim Temptation, Ad Infinitum, Pain Of Salvation, Vanden Plas, Royal Hunt, Limbonic Art, Rammstein.
    Behemoth, Dimmu Borgir, Cradle of Filth e Cannibal Corpse sempre tocam em SP, mas seria bom ver novamente.

  3. Creio que não teve mais gente por causa do Monsters, que foi uma semana antes e arrebenta o bolso do cidadão. Eu mesmo escolhi ir no Monsters, mas com grande vontade de ter ido ao Summer. No ano que vem, quem sabe.

      • Acho que os dois festivais já estavam com data definida quando foram anunciados. Não daria para um mudar por conta do outro. Os dois se beneficiaram por ter feriado próximo (Monsters na sexta, Summer na segunda), o que facilita para quem vem de fora.

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