A única ocasião em que um Beatle tirou o outro do topo da parada nos EUA

Após quase um mês como número 1, Paul McCartney cedeu o posto a George Harrison no Billboard Hot 100

Embora inegavelmente fossem mais fortes em conjunto, os Beatles tiveram carreiras solo significativas – ok, o Wings era uma banda, mas era a banda do Paul McCartney.

­

- Advertisement -

Não foram poucas as vezes que o quarteto emplacou músicas no topo das paradas. Mas só em uma ocasião os colegas se substituíram no número 1 da Billboard Hot 100, principal chart americano de singles.

Em 2 de junho de 1973, McCartney conquistou oficialmente seu segundo hit solo número um com a música ‘My Love”. A canção permaneceu em primeiro lugar por quatro semanas, antes de ser usurpada por um rosto familiar.

Em 30 de junho, “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)”, de George Harrison, a substituiu. Foi a única vez que algo do tipo aconteceu no universo do Fab Four.

Curiosamente, o single seguinte no topo foi “Will It Go Round In Circles”, de Billy Preston, pianista que acompanhou o quarteto de Liverpool em suas derradeiras sessões, além de ter tocado com eles em carreira solo. Com o passar dos anos, ele ainda se juntaria aos Rolling Stones e Eric Clapton, entre vários outros nomes históricos.

Ainda em 1973, outro Beatle emplacaria o número 1 do Billboard Hot 100: Ringo Starr, com “Photograph”, seu principal hit solo até hoje. A música fazia parte do álbum “Ringo”, lançado no mesmo ano.

Sobre Paul McCartney

Nascido em 18 de junho de 1942, em Liverpool, Inglaterra, Sir James Paul McCartney dispensa maiores apresentações, sendo lembrado principalmente pela parceria com John Lennon na época em que integraram os Beatles. Sua importância continuou grande quando saiu em carreira solo, entre outros projetos.

Leia também:  A opinião de Jeff Ament sobre ódio que o Pearl Jam recebe por opiniões políticas

Primariamente baixista nos Beatles, Macca se apresentou como um multi-instrumentista, gravando todos os instrumentos em seu primeiro álbum solo, lançado em 1970 e intitulado apenas “McCartney”. Nos anos 70, ele também fundou o Wings, banda que manteve ao lado de sua esposa, Linda McCartney.

Com o passar dos anos, Paul acabou sendo o ex-Beatle mais associado ao legado da banda, e certamente o que teve mais êxito em carreira solo. Ganhador de 18 Grammys, ele é o artista mais premiado do mundo, segundo consta no Guinness Book, o livro dos recordes. Ele também detém o recorde de compositor mais bem-sucedido da história em números oficiais.

Discografia com os Beatles:

“Please Please Me” (1963)
“With the Beatles” (1963)
“A Hard Day’s Night” (1964)
“Beatles for Sale” (1964)
“Help!” (1965)
“Rubber Soul” (1965)
“Revolver” (1966)
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967)
“Magical Mystery Tour” (1967)
“The Beatles” (1968)
“Yellow Submarine” (1969)
“Abbey Road” (1969)
“Let It Be” (1970)

Com os Wings:

“Wild Life” (1971)
“Red Rose Speedway” (1973)
“Band on the Run” (1973)
“Venus and Mars” (1975)
“Wings at the Speed of Sound” (1976)
“London Town” (1978)
“Back to the Egg” (1979)

Álbuns solo:

“McCartney” (1970)
“Ram” (1971)
“McCartney II” (1980)
“Tug of War” (1982)
“Pipes of Peace” (1983)
“Press to Play” (1986)
“Flowers in the Dirt” (1989)
“Off the Ground” (1993)
“Flaming Pie” (1997)
“Driving Rain” (2001)
“Chaos and Creation in the Backyard” (2005)
“Memory Almost Full” (2007)
“New” (2013)
“Egypt Station” (2018)
“McCartney III” (2020)

Leia também:  Quando The Doors foi acusado de plágio pelo The Kinks e pagou por “inspiração”

Sobre George Harrison

Nascido em Liverpool, Inglaterra, George Harrison entrou no The Quarrymen aos 15 anos. Permaneceu por toda a evolução do grupo, até chegar aos Beatles, ficando na banda até seu final.

Logo a seguir, deu início a uma carreira solo que não foi tão constante, mas se destacou por seguir caminhos diferentes em comparação aos colegas, integrando aspectos filosóficos e idealistas ao conteúdo.

Também foi o responsável pela formação do Traveling Wilburys, supergrupo que contava com Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison. Ainda participou de álbuns de Cream, Eric Clapton, James Taylor, Gary Moore, Paul Simon, Badfinger, Jim Capaldi e trabalhos solo de seus antigos colegas de banda, entre vários outros.

Discografia com os Beatles:

“Please Please Me” (1963)
“With the Beatles” (1963)
“A Hard Day’s Night” (1964)
“Beatles for Sale” (1964)
“Help!” (1965)
“Rubber Soul” (1965)
“Revolver” (1966)
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967)
“Magical Mystery Tour” (1967)
“The Beatles” (1968)
“Yellow Submarine” (1969)
“Abbey Road” (1969)
“Let It Be” (1970)

Com o Traveling Wilburys:

“Traveling Wilburys Vol. 1” (1988)
“Traveling Wilburys Vol. 3” (1990)

Álbuns solo:

“Wonderwall Music” (1968)
“Electronic Sound” (1969)
“All Things Must Pass” (1970)
“Living in the Material World” (1973)
“Dark Horse” (1974)
“Extra Texture (Read All About It)” (1975)
“Thirty Three & 1/3” (1976)
“George Harrison” (1979)
“Somewhere in England” (1981)
“Gone Troppo” (1982)
“Cloud Nine” (1987)
“Brainwashed” (2002)

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | Threads | Facebook | YouTube.

ESCOLHAS DO EDITOR
InícioCuriosidadesA única ocasião em que um Beatle tirou o outro do topo...
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas notícias

Curiosidades