O guitarrista mais subestimado do rock, segundo Geddy Lee

"As pessoas não percebem o quão inventivo ele era. Ele inventava acordes", destacou o vocalista, baixista e tecladista do Rush

Ao longo dos anos, Geddy Lee já expressou sua admiração por variados guitarristas. Na opinião do vocalista, baixista e tecladista do Rush, o talento de Martin Barre, do Jethro Tull, por exemplo, não é reconhecido da devida maneira. O mesmo aplica-se para o companheiro de banda Alex Lifeson.

Durante entrevista à MusicRadar, Lee descreveu Lifeson como “o guitarrista mais subestimado da história do rock” e explicou o motivo. Ao seu ver, o público até hoje não percebe o quão revolucionário foi o músico, que já admitiu sentir certa insegurança.

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Em suas palavras:

“Sou um grande fã do Alex. Acho que ele é o guitarrista mais subestimado da história do rock. As pessoas não percebem o quão inventivo ele era, ele se recusava a seguir convenções sonoras, especialmente no uso de acordes. Tocávamos em três pessoas e ele fazia soar como se houvesse mais de um guitarrista tocando quando havia apenas um guitarrista. Ele inventava acordes.”

Um exemplo claro é o trabalho realizado por Lifeson em “Red Sector A”, faixa do disco “Grace Under Pressure” (1984). Na opinião de Lee, a música mostra explicitamente a criatividade do guitarrista, que inovou até mesmo na maneira de criar o solo:

“Ouça uma música como ‘Red Sector A’, por exemplo, do ‘Grace Under Pressure’. Eu adoro o trabalho de guitarra nessa faixa. Ele pega uma música com essa repetição de arpejos que vêm da pulsação dos teclados, quase como um padrão hipnótico, e flutua por cima com progressões de acordes realmente interessantes, além daquele solo. Ele meio que era ‘anti-solo’ naquele período. E, ainda assim, criou um solo que não era exatamente um solo, mas algo feito de sons, estruturas de acordes e emoção. Esse é apenas um exemplo.”

Fãs célebres exaltam Alex Lifeson

John Petrucci concorda com Geddy Lee. Ao mesmo veículo, o guitarrista do Dream Theater destacou como é influenciado pelo trabalho de ALex Lifeson:

“Eu adoro as escolhas do Alex. [Adoro] o jeito como ele toca acordes pesados com cordas soltas em cima, combinando o efeito de chorus. Eu ainda uso tudo isso no meu próprio estilo até hoje.”

Paul Gilbert também é um admirador de Lifeson. Complementando, o ex-guitarrista do Mr. Big e Racer X citou os seguintes diferenciais do colega de profissão:

“O trabalho dele com acordes é muito único. Há simplesmente muitas partes rítmicas incríveis, limpas, distorcidas, acústicas… sempre há algo realmente criativo na parte rítmica […]. E os solos dele são realmente marcantes e incomuns, e isso é difícil de conseguir.”

Rush e “Fifty Something Tour”

O Rush excursionará pela América do Norte ao longo de 2026. No ano seguinte, levará a “Fifty Something Tour” para outros continentes. O Brasil recebe o trio em entre 22 de janeiro e 4 de fevereiro para seis shows:

  • 22 de janeiro de 2027 – Curitiba – Arena da Baixada
  • 24 e 26 de janeiro de 2027 – São Paulo – Allianz Parque
  • 30 de janeiro de 2027 – Rio de Janeiro – Estádio Nilton Santos (Engenhão)
  • 1 de fevereiro de 2027 – Belo Horizonte – Estádio Mineirão
  • 4 de fevereiro de 2027 – Brasília – Arena BRB Mané Garrincha

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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