Jota Quest era racista ao usar peruca “white power”? Rogério Flausino responde

Nos anos 90, a banda se apresentava usando perucas exageradas para simular um visual “black power”, porém com cabelos loiros

Quem vê o visual atual do Jota Quest nos palcos, mais sóbrio e simples, não imagina que a banda se apresentava de forma bem diferente nos primórdios.

Em meados dos anos 90, quando começaram a fazer sucesso, os integrantes, fortemente inspirados pela black music, usavam enormes perucas black power brancas. Fora possíveis acusações de apropriação cultural, eles ainda se referiam ao adereço como “white power” – claro, sem relação com o conceito racista de supremacia branca.

Em entrevista apresentada pela Rolling Stone Brasil, Rogério Flausino trouxe algumas reflexões sobre o período. O vocalista citou a conexão com a black music e relembrou o fato de que, naquela época, a opinião pública era bem mais tolerante com atitudes que hoje certamente não seriam bem vistas por praticamente ninguém.

“Nós fizemos tudo com muito carinho e como uma homenagem ao estilo musical que a gente curtia, hoje em dia algumas coisas são colocadas em cheque e acho que devem ser mesmo.

Se tivermos que mudar de comportamento nós estamos dispostos, sabemos que naquela época era completamente diferente do que é hoje.”

Jota Quest e a black music

Apesar de se enquadrar hoje como uma banda de pop/rock, o Jota Quest surgiu muito atrelado à black music. O grupo chegou a ser apadrinhado por Tim Maia, maior expoente do estilo no Brasil.

Foi o “Síndico” que sugeriu o nome da banda, que inspirado no desenho “Johnny Quest”, era grafado inicialmente como “J. Quest”. Em entrevista à Globo, em 2013, Flausino contou:

“Desde quando a banda foi batizada J. Quest, ainda em 1993, muita gente tinha dificuldade de pronunciar corretamente o nome, que em português soaria algo como (Jey Quest). Quando pintamos no cenário pra valer, muitas pessoas preferiam abrasileirar o nome nos chamando de Jota Quest. Mas foi realmente, quando ouvimos da boca do Tim, naquela tarde de verão, com aquele vozeirão, no palco do Planeta, que a parada bateu forte.”

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