Foto: Simon Fowler / divulgação

Como foi o teste de Blaze Bayley para o Iron Maiden, segundo o vocalista

Substituto de Bruce Dickinson entre 1994 e 1999, cantor detalhou processo de seleção em entrevista e elogiou banda por ainda tocar músicas de sua fase

Entre 1994 e 1999, Blaze Bayley foi o vocalista do Iron Maiden. O cantor ocupou a vaga deixada por Bruce Dickinson e gravou dois álbuns de estúdio com a banda.

Como foi o processo de seleção que fez Blaze entrar para o Maiden? Em entrevista ao 80s Glam Metalcast, transcrita pelo Sleaze Roxx, o próprio artista revelou alguns detalhes.

“Eles já tinham meus CDs. Pedi uma audição e consegui. Eu realmente pensei que estavam atrás de alguém que soasse como Bruce. Ele é muito influente, há vários cantores que soam parecidos por conta de sua referência.

Acredito que me escolheram justamente porque eu era diferente. Fiquei chocado, não achei que fosse ser o escolhido. Foi um teste de dez músicas que quase sempre estiveram no setlist, como ‘Fear of The Dark’, ‘The Trooper’ e ‘Hallowed By Thy Name’.”

Independente do que acontecesse, o então vocalista do Wolfsbane queria viver o momento – mesmo que não conseguisse nada.

“Pensei; ‘por uma hora, eu sou o cantor do Iron Maiden e ninguém pode tirar isso de mim’. Foi assim que encarei, não havia mais nada que pudesse fazer. Não dava para se preparar. Se errasse, acabou. Conhecia tudo, pois era um grande fã. Senti que estava bem.”

Após o teste junto aos integrantes, houve uma nova etapa para Blaze.

“Então, teve uma segunda audição onde gravam sua voz para ver como você vai estar no estúdio, o que é muito inteligente. Perguntei a Steve Harris se poderia ficar com a gravação. Ele disse: ‘se você não entrar, nós lhe enviaremos uma fita do cara que entrou’ – o que eu achei muito duro! Algumas semanas depois, recebi um telefonema dizendo que eu estava dentro. Foi como uma montanha russa depois disso, muito intenso.”

Iron Maiden e o reconhecimento à era Blaze Bayley

Apesar de não ter sido uma unanimidade, a era de Blaze Bayley ainda é respeitada pelo próprio Iron Maiden. Até hoje, a banda inclui músicas de “The X Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998), os dois álbuns gravados por ele, nos shows.

“Eles fazem isso porque são uma banda de verdade, que faz música de verdade. Estávamos todos 100% comprometidos na época. Não reconhecer essa era de mudança seria como dizer: ‘não foi nossa escolha’, ‘não gostamos muito’ ou ‘não demos 100%’. Mas eles tocam canções de todos os álbuns, incluindo os dois primeiros com Paul Di’Anno e os meus, porque tudo é feito com o coração. Tudo é feito com paixão.

Você nunca os ouviria dizer: ‘nós apenas fizemos aqueles discos pelo dinheiro’. Isso não é Iron Maiden. Iron Maiden é paixão e é tudo sobre música. Eles não se comprometem e não cedem à ideia de ninguém sobre o que devem ou não devem ser. É por isso que os amamos!”

Ao refletir sobre sua história, Bayley prefere focar sempre no lado positivo.

“Sou um cara de sorte. Estive no auge da minha profissão no que considero a maior banda de heavy metal de todos os tempos. Eles são realmente um dos maiores nomes da história da música, bem ali ao lado do Led Zeppelin e do The Who.”

Atualmente, Blaze Bayley segue em carreira solo. “War Within Me”, álbum mais recente, saiu em 2021. É o décimo trabalho de inéditas do cantor desde sua saída do Iron Maiden.

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