Derrick Green sabia que seria criticado por entrar no Sepultura

Vocalista também ressaltou o apoio cada vez maior que a banda vem recebendo, especialmente após os últimos trabalhos

Mesmo sendo o vocalista do Sepultura desde 1998, Derrick Green ainda é criticado por uma parcela dos fãs. Apesar disso, o cantor está acostumado às comparações com seu antecessor, Max Cavalera, e garante que entrou para a banda já sabendo o que o esperava na relação com alguns admiradores mais radicais.

O assunto foi abordado durante entrevista para a revista Metal Hammer. Na ocasião, Derrick Green fez questão de deixar claro que sua era no Sepultura é um capítulo à parte da fase inicial, com Max Cavalera, e que o período deve ser encarado desta forma.

“Quando entrei para o Sepultura, sabia que haveria críticas. Porém, eu via a situação a partir do que era realidade para mim. Max era alguém que eu nunca conheci. Não sabia nada sobre qualquer coisa que ele estivesse passando. Então, essa parte do Sepultura não teve nada a ver comigo.”

Entre outros desafios de sua chegada ao grupo, o vocalista, que é americano, relembrou a questão do idioma no Brasil – no qual ele evoluiu muito nos últimos anos. Green se mostrou muito focado em seu desempenho junto à banda desde o início, algo que rendeu frutos no futuro.

“Tudo que eu conseguia controlar e focar era o fato de que estava no Brasil. Nunca tinha estado lá antes e nunca tinha ouvido pessoas falando português! Essas eram as coisas que realmente estavam em minha mente: como vou me conectar com esses caras? Como vamos seguir em frente e compor músicas? Esse foi o meu momento, sabe? Eu iria me apresentar para milhares de pessoas. É aí que minha mente estava.”

Derrick Green e o presente com o Sepultura

Falando do presente, o próprio Derrick Green reconhece a evolução do Sepultura e cita a reação dos fãs nos shows ao vivo como prova disso. Apesar das críticas e questionamentos da ala mais radical dos fãs, é evidente que ele deixou de ser o “novo vocalista”, um título que carregou por mais tempo do que deveria.

“Quando tocamos agora as novas músicas de quando entrei, há uma grande diferença. Naquela época, muitas pessoas estavam de pé, com os braços cruzados, tipo: tudo bem, vamos ver o que acontece’. Era compreensível. Agora, tocamos essas músicas e recebemos muito respeito. As pessoas podem ver a evolução e admiram o fato de que nos mantivemos firmes.”

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