Foto: Marcos Hermes

Sepultura lança o álbum “SepulQuarta”, com gravações de projeto na pandemia

Disco reúne músicas da banda com participações de Scott Ian (Anthrax), Devin Townsend, Matt Heafy (Trivium), Rafael Bittencourt (Angra), entre outros

O Sepultura lançou um álbum ao vivo, intitulado “SepulQuarta”, nas plataformas digitais. O trabalho, que chega a público por meio das gravadoras Nuclear Blast / BMG Brasil, reúne as gravações feitas pelo projeto de mesmo nome, realizado durante o ano de 2020 no canal de YouTube da banda.

Com diversos vídeos transmitidos ao vivo ao longo do ano, “SepulQuarta” foi o passatempo do Sepultura em meio aos tempos de pandemia. A iniciativa reuniu os músicos do grupo com diversos artistas consagrados nacional e internacionalmente, como Scott Ian (Anthrax), João Barone (Paralamas do Sucesso), Matt Heafy (Trivium), Rafael Bittencourt (Angra) e Devin Townsend, entre outros.

A ideia do projeto era trazer convidados para uma espécie de podcast semanal, com um bate-papo que envolvia integrantes do Sepultura e outros artistas. Ao fim de cada ocasião, os músicos chamados para o “SepulQuarta” tocavam alguma canção da banda.

Agora, o material dessas transmissões em vídeo foi mixado e masterizado por Conrado Ruther para lançamento em CD, vinil duplo (exclusivo no exterior) e plataformas digitais.

Ouça a seguir, via Spotify, ou clique para conferir em outras plataformas.

Os destaques do projeto

Os quatro integrantes do Sepultura responderam a IgorMiranda.com.br, em entrevista coletiva realizada na última sexta-feira (6), qual seria a melhor e a mais desafiadora versão presente em “SepulQuarta”, na opinião de cada um deles. As escolhas foram diversas e praticamente todos eles destacaram que não houve nenhum tipo de empecilho para trabalhar nas regravações.

Andreas Kisser, inicialmente, citou como um momento especial a regravação de “Orgasmatron”, do Motörhead, com Phil Campbell.

“É difícil escolher uma, todas ficaram muito exclusivas, únicas, mas pra mim a gravação de ‘Orgasmatron’, do Motörhead, com o Phil Campbell, foi histórica. É a segunda versão de ‘Orgasmatron’ que fazemos depois daquela de 1991. O Motörhead sempre foi muito especial na nossa história e fechar o disco com ‘Orgasmatron’ foi muito especial para mim.”

O guitarrista ainda destacou:

“Acho que todas foram muito simples, na verdade. Não teve nenhuma dificuldade técnica. Mesmo em ‘Ratamahatta’, que tinha três bateristas e que envolve um processo um pouco mais difícil de juntar tudo, tudo foi muito bem equilibrado. O Eloy organizou muito bem com o João (Barone) e o Charles (Gavin), de juntar tudo ao mesmo tempo e a toda hora”.

Por sua vez, Eloy Casagrande mencionou que ‘Ratamahatta’ teve um processo um pouco mais desafiador, já que precisou unir mais de um baterista.

“Acho que o que deu mais trabalho – não chegou a ser um trabalho, porque não quero considerar como um peso (risos) – foi juntar mais bateristas, pelo fato de o instrumento já ser complexo, imagina fazer isso à distância, com cada um gravando de um lugar e de uma forma diferente.”

Ao citar qual a sua versão predileta, o baterista pontuou:

“Não sei falar qual foi a que teve o melhor resultado, gostamos de todas as participações, mas posso citar a ‘Mask’, que teve a participação do Devin Townsend, que foi muito legal, o input dele na música foi bem interessante”.

Derrick Green destacou um dos convidados mais “externos” do metal: Danko Jones, que participou de “Sepulnation”.

“Para mim, foi ótimo trabalhar com Danko Jones, por ele ser muito diferente de todos os convidados que tivemos – o tipo de música que ele faz é mais baseada em rock n’ roll. Foi legal ouvir a versão que ele fez. Ele é um grande fã do Sepultura e conhece a grande maioria do material. Na música que ele escolheu, naquela versão, a voz dele ficou realmente dinâmica, então essa é uma das minhas favoritas.”

Por fim, Paulo Jr citou dois destaques:

“É difícil escolher, cada uma tem seu momento especial com o convidado, mas com o Devin Townsend, achei bem interessante o arranjo que a gente fez – a participação dele, o timbre, o jeito que ele toca. Mas tem a participação do Phil Campbell, que é super especial, de uma pessoa com que a gente já convive há muitos anos… Motörhead faz parte da história do Sepultura, inclusive o nome vem do Motörhead (da música ‘Dancing on Your Grave’, ‘dançando em sua sepultura’), então é difícil escolher, achei que todas as versões ficaram super legais.”

O álbum está em minha playlist de lançamentos, atualizada semanalmente. Siga e dê o play:

Sepultura – “SepulQuarta”

  1. Territory (feat. David Ellefson)
  2. Cut-Throat (feat. Scott Ian)
  3. Sepulnation (feat. Danko Jones)
  4. Inner Self (feat. Phil Rind)
  5. Hatred Aside (feat. Angélica Burns, Mayara Puertas & Fernanda Lira)
  6. Mask (feat. Devin Townsend)
  7. Fear, Pain, Chaos, Suffering (feat. Emmily Barreto)
  8. Vandals Nest (feat. Alex Skolnick)
  9. Slave New World (feat. Matthew K. Heafy)
  10. Ratamahatta (feat. Joao Barone & Charles Gavin)
  11. Apes Of God (feat. Rob Cavestany)
  12. Phantom Self (feat. Mark Holcomb)
  13. Slaves Of Pain (feat. Fred Leclercq & Marcello Pompeu)
  14. Kaiowas (feat. Rafael Bittencourt)
  15. Orgasmatron (feat. Phil Campbell)
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