“Fazer amor com heavy metal não dá”, diz Erasmo Carlos

Aos 74 anos de idade, Erasmo Carlos parece muito bem. Apesar de ter perdido o seu filho, Alexandre Pessoal, que faleceu em um acidente de moto no ano passado, o Tremendão seguiu firme e continua produtivo em sua carreira, com uma turnê atual onde toca músicas menos conhecidas de sua discografia. 
Em entrevista à revista Quem, Erasmo Carlos falou um pouco sobre temas que marcaram a sua carreira e até sobre vida pessoal. Relutou um pouco ao falar de Célia, sua namorada há quatro anos – “Há coisas da minha vida que ninguém nunca vai saber” -, mas revelou um pouco até sobre a sua intimidade com ela. Questionado se é romântico, Erasmo disse: “Do meu jeito, eu sou. Se o piegas é legal, é para ser piegas. Mando flores, faço bilhetinhos mil. O rock é uma linguagem universal, mas na hora do amor nada como uma música tranquila. Fazer amor com heavy metal não dá”. 
O Tremendão parou de beber há 15 anos e diz não ver o período com maus olhos, apesar de reconhecer que o alcoolismo o prejudicava. Perguntado se foi um alcoólatra, Erasmo afirmou: “Claro que fui, deveria até ser criada outra denominação para o que eu fui. Às 9h da manhã eu já estava bebendo vodca, uísque, cachaça, qualquer coisa. A dependência é terrível, você se anula como ser humano, vira o chavão do farrapo humano, perde o respeito por si mesmo e ainda mais pelos outros”. 
Em relação à sua carreira, Erasmo mostrou que continua bem ativo, mas mais seletivo. “Faço de três a 15 shows por mês. Apresentar-se todo dia é fácil, é só você diminuir seu preço. Mas para manter uma linha de profissionalismo é preciso selecionar. Quanto ao cansaço físico, com duas horas de sono estou bem. Tento ficar em paz com minha cabeça, pois é ela quem leva o corpo aonde dá”, disse o cantor e músico, que se apresenta com o Ultraje A Rigor no Rock In Rio, no próximo mês. 
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