Músicos do Eagles of Death Metal se emocionam ao depor sobre ataque terrorista durante show

Jesse Hughes e Eden Galindo retornaram a Paris para testemunhar sobre atentado no Le Bataclan, em 13 de novembro de 2015

O vocalista Jesse Hughes e o guitarrista Eden Galindo voltaram a Paris nesta terça-feira (17) para testemunhar sobre o ataque terrorista ocorrido durante o show do Eagles of Death Metal no Le Bataclan, em 13 de novembro de 2015.

Na noite em que a capital francesa sofreu uma série de ações coordenadas pelo grupo extremista Estado Islâmico, criminosos invadiram o teatro, abriram fogo contra o público e se explodiram. Ao todo, 90 pessoas foram mortas.

Os depoimentos foram repletos de momentos emotivos, com os músicos indo às lágrimas em diversas ocasiões. Galindo relembrou ter escapado por uma porta lateral, sem saber se os homens armados os perseguiam. Acabou em uma delegacia “com outras pessoas cobertas de sangue”. O guitarrista disse que pensa nas famílias das vítimas e reza por elas todos os dias. E ressaltou:

“Desde o ocorrido, vivo uma vida diferente. Eu nunca mais serei o mesmo.”

Hughes, visivelmente emocionado, afirmou:

“Ao ouvir o tiroteio na sala sabia que a morte estava entre nós. Todos correram por suas vidas, mas 90 dos meus amigos foram assassinados na nossa frente.”

Ele terminou citando o título de uma música do álbum “Diary of a Madman”, de Ozzy Osbourne: “You Can’t Kill Rock and Roll” (“Você não pode matar o rock and roll”).

O único membro sobrevivente da equipe extremista que atacou vários alvos em Paris naquela noite, Salah Abdeslam, é o principal réu. Apesar da postura desafiadora em seu depoimento concedido mês passado, ele acabou desabando e pediu perdão às famílias das vítimas.

Em entrevista a veículos de imprensa na ocasião, Jesse Hughes revelou ter perdoado Salah Abdeslam e os outros integrantes do grupo extremista.

“É importante perdoar. Sou um cristão. Todo mundo pode estar perdido e todo mundo precisa encontrar um caminho. E a maioria daqueles cavalheiros ali precisam. Então, eu os perdoo e espero que encontrem a paz de Deus para si mesmos.”

No geral, os ataques em Paris resultaram em 137 mortes (130 civis e 7 terroristas), além de 416 feridos. O julgamento deve ser concluído no próximo mês.

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