Joe Bonamassa gravou Cream com Ginger Baker e viu que o batera realmente era difícil

Falecido em 2019, baterista é lembrado como um dos maiores da história – e também como um dos mais difíceis de se conviver

Ginger Baker é lembrado como um dos grandes bateristas da história, mas também por sua personalidade complicada e “pavio curto”. Um dos que atestam a informação é o guitarrista Joe Bonamassa, que participou de uma gravação com o lendário baterista do Cream, falecido em 2019 – e sentiu na pele muito do que é mostrado no documentário “Beware of Mr. Baker”.

Bonamassa relembrou a ocasião durante entrevista para a rádio KLOS FM, transcrita pela Guitar Magazine. O encontro aconteceu pouco antes da morte do baterista, nos estúdios Abbey Road, no que seria uma gravação de versões acústicas de músicas do Cream com a presença de Baker – que acabou nem sendo lançado.

O guitarrista conta que os ânimos se exaltaram logo de cara:

“Era uma sessão de estúdio, mas claramente ainda não estávamos prontos para gravar. Ele se sentou na bateria e tocou o início de ‘Sunshine of Your Love’. Ele pensou que estávamos gravando e jogou as baquetas no chão, soltando alguns palavrões. ‘Onde vocês estão, caras? Pensei que estávamos gravando isso’. Eu fiquei: ‘oh, cara, isso vai ficar interessante’.”

O estúdio tinha ainda a presença do vocalista Pete Brown e do guitarrista Bernie Marsden (ex-Whitesnake), que era o único com algum grau de intimidade com Baker, sendo o responsável por acalmar o furioso baterista. Tanto Brown quanto Marsden, inclusive, participaram do álbum mais recente de Bonamassa, “Royal Tea” (2020).

Ginger Baker e Joe Bonamassa

De qualquer forma, a “lenda” era verdadeira: de acordo com Joe Bonamassa, Ginger Baker realmente era difícil de se lidar. O guitarrista ainda relembrou o filme “Beware of Mr. Baker”, documentário onde a personalidade do músico do Cream aparece em toda a sua “glória”.

“Ele é um dos maiores bateristas de todos os tempos, ele é do nível de Buddy Rich, do nível de John Bonham, mas sua personalidade era como diziam. Aquele filme era real. Eu posso dizer que era real porque eu vivi aquilo por umas 6 horas.”

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