Foto: divulgação

Ricky Warwick lança o álbum solo “When Life Was Hard and Fast”; ouça e leia resenha

Ricky Warwick, conhecido por seus trabalhos com Black Star Riders, Thin Lizzy e The Almighty, lançou o novo álbum solo “When Life Was Hard and Fast” pela gravadora Nuclear Blast. Apesar de alguns méritos visíveis, o trabalho não surpreende por faltar criatividade.

O vocalista e guitarrista Ricky Warwick, conhecido por seus trabalhos com o Black Star Riders e The Almighty, além das últimas formações do Thin Lizzy, lançou um novo álbum solo nesta sexta-feira (19). O trabalho, intitulado “When Life Was Hard and Fast”, chega a público por meio da gravadora Nuclear Blast.

“When Life Was Hard and Fast” é o quinto álbum solo da carreira de Warwick. Trata-se, ainda, do primeiro em 5 anos – o último, “When Patsy Cline Was Crazy (And Guy Mitchell Sang the Blues)”, saiu em 2016.

Para as gravações, o músico contou com Robbie Crane (baixo / Black Star Riders), Xavier Muriel (bateria / ex-Buckcherry) e Keith Nelson (guitarra e produção) em sua banda de apoio. Há, também, participações de Joe Elliott (Def Leppard), Andy Taylor (Duran Duran), Luke Morley (Thunder) e Dizzy Reed (Guns N’ Roses), além da filha do cantor, Pepper, que faz dueto com o pai em “Time Don’t Seem to Matter”.

Em nota, Ricky Warwick explica a ideia por trás do disco:

“Eu queria criar um álbum que tivesse as melodias simplistas de Tom Petty and the Heartbreakers carregadas com a fúria hedonística elétrica de Johnny Thunders and the Heartbreakers. Gravar o álbum o mais ao vivo possível com uma banda completa foi o requisito para alcançar o efeito desejado.”

Ouça “When Life Was Hard and Fast” abaixo, via Spotify. Em seguida, leia breve resenha.

As influências típicas do rock e hard rock setentistas, claro, são sentidas em “When Life Was Hard and Fast”. O espectro musical, porém, é um pouco mais amplo, já que abrange influências do rock and roll dos anos 1950 e até do country rock / cowpunk (ramificação que funde country com punk rock).

O problema é que falta criatividade. O álbum passa longe de ser ruim, já que a audição é agradável de modo geral, o instrumental é bem tocado e as letras trazem boas sacadas, mas as músicas não engrenam. Quando o disco termina, você segue a vida, sem vontade de botar no replay.

É, aliás, o grande ponto negativo da outra banda com a qual Ricky trabalha atualmente, o Black Star Riders. Inclusive, há músicas nesse trabalho solo que poderiam estar num álbum do grupo, o que nos faz questionar o propósito de um material em formato “solitário”.

Por incrível que pareça, alguns dos momentos mais criativos de “When Life Was Hard and Fast” está em seu disco bônus de covers, “Stairwell Troubadour”. Lançado originalmente em 2015, o material traz versões reimaginadas para músicas de Ramones, Elvis Presley, Iron Maiden, Dead or Alive e até Britney Spears, constando como um adicional do novo álbum nas plataformas de streaming.

Vale a tentativa: se a descrição e as influências de “When Life Was Hard and Fast” te deixaram curioso, bote para tocar e tire a prova. Não é memorável, mas pode te divertir.

Ricky Warwick – ‘When Life Was Hard and Fast’

01. When Life Was Hard and Fast
02. You Don’t Love Me
03. I’d Rather Be Hit
04. Gunslinger
05. Never Corner A Rat
06. Time Don’t Seem To Matter
07. Fighting Heart
08. I Don’t Feel At Home
09. Still Alive
10. Clown Of Misery
11. You’re My Rock N Roll

Bônus: ‘Stairwell Troubadour’

01. You Spin Me round (Like A Record) (Dead or Alive)
02. Ooops!…I Did It Again (Britney Spears)
03. Summertime Blues (Eddie Cochran)
04. 1000 Dollar Car (Bottle Rockets cover)
05. Cocaine Blues (Johnny Cash cover)
06. I Don’t Want To Grow Up (Ramones cover)
07. I Fought The Law (The Clash cover)
08. Burning Love (Elvis Presley cover)
09. Jesus Loves You…But I Don’t (The Almighty cover)
10. Wrathchild (Iron Maiden cover)

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