Como Sting decidiu encerrar o The Police após seu maior show

Baixista e vocalista optou por acabar com a banda no auge da popularidade para não testemunhar a própria decadência

Em 18 de agosto de 1983, o The Police se apresentou diante de 67 mil pessoas no Shea Stadium, em Nova York, Estados Unidos. O local é considerado um templo sagrado da música popular por ter recebido, no dia 15 de agosto de 1965, o show dos Beatles que inaugurou oficialmente a era dos grandes espetáculos de rock em estádios esportivos.

Era o auge da carreira de Sting, Andy Summers e Stewart Copeland, que haviam lançado exatos 2 meses e 1 dia antes seu álbum mais famoso, “Synchronicity”. Porém, também foi o momento que pode ser visto como o começo do fim.

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Quem garantiu isso foi o próprio baixista e vocalista, em depoimento que viralizou recentemente no TikTok e foi transcrito pelo Showbiz Cheat Sheet.

“Eu pensei que depois disso não tinha como ficarmos maiores. Falei com os outros caras da banda e disse: ‘Não podemos continuar fazendo isso. É aborrecido. Ficou chato. Vamos passar a odiar’. Eles concordaram.”

Sobre o The Police

A existência original do The Police se deu entre 1977 e 1986. No período, o grupo lançou 5 discos de estúdio, que venderam mais de 75 milhões de cópias em todo o planeta. Em 2003, a banda foi induzida ao Rock and Roll Hall of Fame.

No mesmo ano, o trio se reuniu para uma turnê que durou até 2007 e se tornou uma das mais bem-sucedidas da história.

Reunião nunca mais?

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Um novo reencontro está fora de cogitação, como garantiu Stewart Copeland recentemente. Em entrevista ao The Daily Express, ele afirmou o carinho que sente por Sting e Andy Summers, mas revelou entender que a distância é um fator positivo para a relação.

“Por razões totalmente honrosas, a abordagem musical deles é diferente agora em comparação ao passado. Isso significa que nos damos muito bem, desde que não tenhamos que dividir um palco ou estúdio. Todos nós dissemos uns aos outros como estamos nos divertindo tocando a música do Police sem ter que lidar com ‘os outros dois idiotas’.”

Em relação ao baixista e vocalista, Copeland reconhece que as relações começaram a se desgastar quando ele assumiu a linha de frente nas composições.

 “Quando Sting trazia suas canções para a banda, ele tinha que sofrer concessões, porque eu e Andy também poderíamos ter ideias. Isso se tornou cada vez menos fácil de lidar. Na verdade, tivemos muita sorte de mantê-lo no Police por tanto tempo. No final da turnê de ‘Zenyatta Mondatta’, estávamos tocando em estádios. Era o maior patamar possível. Depois disso, foram mais dois álbuns de Sting sofrendo enquanto eu e Andy bagunçávamos suas criações perfeitas de composição. E mesmo assim, ele foi extremamente leal.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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