Venom não tem feito shows nos EUA devido a dificuldade com vistos

"É frustrante porque vemos o Venom como uma banda global", revelou o guitarrista Stuart "Rage" Dixon

Faz tempo que o Venom não excursiona pelos Estados Unidos. Segundo dados do Setlist.fm, a última apresentação da banda inglesa — considerada uma das precursoras do metal extremo — no país aconteceu em 2020, como parte do cruzeiro 70,000 Tons of Metal. 

E há um motivo pelo qual o grupo tem optado por não tocar por lá. Stuart “Rage” Dixon mencionou o tópico recentemente durante entrevista ao Rock Interview Series (via Blabbermouth).

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De acordo com o guitarrista, os músicos lidam atualmente com dificuldades de emitir os vistos necessários. Além dos custos elevados, que envolvem não somente a banda, mas também sua equipe, há ainda o risco de não conseguirem a autorização devido às políticas de imigração.

Citando como exemplos o Cradle of Filth e, provavelmente, o festival ProgPower USA, o músico explicou:

“O problema que temos com os Estados Unidos — e está ficando um pouco pior — é que precisamos tirar vistos. E isso é muito caro. Acho que fica entre sete e nove mil dólares. E isso apenas para os três integrantes da banda. E, mesmo com os vistos, você não tem garantia de entrar no país. Sei que o Cradle of Filth, por exemplo, precisou adiar uma turnê [por causa disso] e que algumas bandas europeias simplesmente não conseguiram [os vistos]. Teve um festival em que cerca de 20 bandas não puderam viajar porque não conseguiram os vistos.”

Ainda assim, o Venom continua recebendo propostas para ir ao país. Diante do cenário, os integrantes tem conversado com a gravadora BMG para entender as possibilidades viáveis:

“Continuamos recebendo propostas, mas, quando o assunto chega nos vistos e tudo mais, os promotores já reagem com preocupação. E nós não vamos arriscar entrar com visto de turista. Mas conversamos com a BMG, e existem formas de contornar isso com vistos anuais de trabalho e coisas do tipo, tornando a situação mais viável.”

Para Rage, a situação toda é “frustrante”. Especialmente porque ele e os colegas enxergam o Venom como uma banda de alcance global, como concluiu:

“É frustrante porque vemos o Venom como uma banda global. Não somos apenas uma banda britânica que toca para britânicos ou apenas para europeus. Temos fãs no Canadá, na América do Sul e em outros lugares. Só queria que estivéssemos 30 anos atrás, porque aí não estaríamos tendo essa conversa, estaríamos em uma turnê mundial.”

Venom atualmente

O Venom lançou o seu álbum mais recente “Into Oblivion” no início de maio. Foi o primeiro trabalho desde “Storm the Gates”, disponibilizado em dezembro de 2018. A formação atual é composta por Conrad “Cronos” Lant (voz e baixo), Stuart “Rage” Dixon (guitarra) e Danny “Dante” Needham (bateria).

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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