Apesar de vir de um nicho diferente, Paul McCartney criou certa ligação com o hip-hop. Em 2016, o eterno Beatle confessou que ouvia o estilo como “aprendizado” e que já tinha ido a shows de nomes como Jay-Z, Drake e Kanye West — com quem até colaborou na faixa “All Day” e “FourFiveSeconds” (junto de Rihanna) em 2015.
À época, conversando com a Rolling Stone, o músico descreveu o gênero como “empolgante”. Porém, recentemente, confessou que parou de ouvir músicas do tipo.
Ao programa Tracks of My Years, da BBC Radio 2, Macca revelou que acabou afastando-se do hip-hop e do rap devido às letras, descritas como “um pouco desagradáveis”. Contudo, o cantor reconhece a importância do gênero.
Conforme transcrição da Far Out Magazine, ele disse:
“Quando o hip-hop e o rap surgiram, eu já conhecia o rap jamaicano, então achei que aquilo era uma versão moderna disso. Acabei me afastando porque as letras começaram a ficar um pouco desagradáveis. Mas acho que existe muito material clássico bom ali, grandes músicos e, sabe, não é fácil fazer esse tipo de música.”
De qualquer forma, o artista segue antenado nas novidades musicais. Uma de suas cantoras favoritas da atualidade é Taylor Swift, para quem rasgou elogios:
“Há muitas cantoras hoje em dia, e não era assim quando éramos jovens. Durante muito tempo eram só homens. Conheci algumas dessas garotas e admiro o que elas fazem. Acho que são boas cantoras. A Taylor Swift é muito boa. Ela é muito inteligente.”
Paul McCartney e “The Boys of Dungeon Lane”
Na última sexta-feira (29), Paul McCartney lançou o seu novo álbum, o primeiro em seis anos. Chamado “The Boys of Dungeon Lane”, o disco chega em 29 de maio e é co-produzido por Andrew Watt, que trabalhou com Post Malone, Ozzy Osbourne, Iggy Pop, Elton John e Rolling Stones.
O título é inspirado em uma estrada em Liverpool, onde Paul costumava observar pássaros na infância. A nostalgia dá o tom do trabalho, como fica evidente no primeiro single disponibilizado, “Days We Left Behind”.
Um comunicado destaca:
“Este é o álbum mais introspectivo de Paul McCartney até o momento, levando o ouvinte de volta ao início de tudo. Nessas novas e extraordinárias canções, Paul escreve com rara franqueza sobre sua infância na Liverpool do pós-guerra, a resiliência de seus pais e as primeiras aventuras compartilhadas com George Harrison e John Lennon, muito antes de o mundo sequer ter ouvido falar da Beatlemania. Assim como sua carreira, ‘The Boys of Dungeon Lane’ é musicalmente eclético e mostra Paul explorando uma variedade de instrumentos e estilos, exibindo sua ampla musicalidade. Há rock ao estilo Wings, harmonias ao estilo Beatles, grooves ao estilo McCartney, intimidade discreta, narrativas guiadas pela melodia, canções sobre personagens – o fio condutor sendo Paul.”
O sucessor de “McCartney III” (2020) levou alguns anos para ser feito, devido a outros compromissos do artista, incluindo turnês. A arte da capa é uma criação de Josh McCartney, filho de Mike “McGear” McCartney e sobrinho de Paul.
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