A crítica que Slash faz aos amplificadores Marshall

Após décadas, guitarrista do Guns N’ Roses trocou a marca pela concorrente Magnatone em 2023 e explicou os motivos

Por décadas, Slash foi associado aos amplificadores Marshall. Desde o disco de estreia do Guns N’ Roses, “Appetite for Destruction” (1987), o guitarrista construiu sua identidade com o equipamento e se manteve fiel à marca até novembro de 2023, quando anunciou uma nova parceria com a concorrente Magnatone — utilizada pela primeira vez no álbum solo “Orgy of the Damned” (2024). 

Sincero, o músico explicou pouco mais tarde que resolveu fazer a troca porque sentia-se “desiludido com a consistência” de seu som com os antigos amps. Agora, o artista trouxe até mesmo mais uma crítica à empresa com quem trabalhou por tanto tempo.

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À Guitarist (via Guitar.com), Slash confessou que estava fazendo um som “muito previsível” com a Marshall. Pela fidelidade aos amplificadores da companhia, o guitarrista não conhecia outra realidade e passou a ficar desgastado: 

“Acho que eu estava começando a me cansar, por mais que eu odeie admitir isso, do som muito previsível da Marshall, pelo qual eu era conhecido. Aquilo começou a me desgastar. Eu usava amplificadores Marshall havia tanto tempo que nunca tinha dado atenção a mais nada. Nunca dei uma chance a outras opções porque elas não tinham aquele impacto característico dos médios da Marshall…”

Foi aí que o instrumentista resolveu testar outros equipamentos. Com a Magnatone, apoiada por nomes como Billy Gibbons e Joe Bonamassa, teve a percepção de que havia alcançado a potência desejada e uma “clareza sonora” antes desconhecida:

“Comecei a improvisar com arranjos diferentes e simplesmente não queria usar meu som habitual de Marshall. Passei por vários amplificadores e, quando cheguei ao Magnatone, que eu havia ganhado, mas nunca tinha usado antes, acabei utilizando-o em todas as músicas. Foi uma espécie de revelação, porque o Magnatone me deu o tipo de potência que eu queria. Além disso, proporcionou uma clareza sonora que eu não tinha.”

Mudança de setup

Satisfeito com a sonoridade, Slash também mudou o setup para as turnês subsequentes com o GN’R e com Myles Kennedy & The Conspirators. À Premier Guitar, o músico relembrou:

“Passei pela minha fase de testes com amplificadores há muito, muito tempo, e acabei ficando com os Marshalls. Mas, alguns anos atrás, o Billy Gibbons me deu um amp da Magnatone. Era um combo e eu pensei: ‘legal, valeu’. Coloquei junto com outras coisas e nunca cheguei a testar de verdade [até a pré-produção do disco]. Sonoramente, era exatamente o que eu procurava. Acabei usando esse amp em um ensaio inteiro e depois na primeira música que gravamos, ‘Key to the Highway’. E soou do car#lho. Depois disso, decidi trocar meus Marshalls por cabeçotes da Magnatone e caixas 2×12 nos shows com o Guns N’ Roses e também com os Conspirators.”

Sobre Slash

Nascido em 23 de julho de 1965, na Inglaterra, Slash é notório por seu trabalho com o Guns N’ Roses, famosa banda de hard rock. Ele fez parte do grupo entre 1985 e 1996, retornando a partir de 2016.

Além do Guns, o guitarrista trabalhou em uma série de outros projetos. Entre 1994 e 2002, ele teve a banda Slash’s Snakepit. Em seguida, montou o Velvet Revolver, com dois ex-colegas de Guns – o baixista Duff McKagan e o baterista Matt Sorum – além do vocalista Scott Weiland (Stone Temple Pilots) e do guitarrista Dave Kushner.

Quando o Velvet Revolver acabou, em 2008, começou a apostar em uma carreira solo propriamente dita. Primeiro, lançou um álbum chamado “Slash” (2010), repleto de convidados, como Iggy Pop e Ozzy Osbourne. Depois, montou a banda de apoio Slash, Myles Kennedy and the Conspirators, com a qual também lançou uma série de discos – o mais recente, “4”, em 2022.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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