Como o grunge atrapalhou o Iron Maiden nos anos 1990, segundo Adrian Smith

"Foi uma mudança de perspectiva. Para bandas como a nossa, foi difícil", refletiu o guitarrista

De forma geral, há a percepção de que o grunge desbancou artistas de hard rock e heavy metal das paradas na virada dos anos 1980 para os 1990. Apesar das controvérsias, a mudança de cenário de fato impactou o Iron Maiden à época, segundo Adrian Smith.

Conversando com a Forbes, o guitarrista mencionou o tema. Como relatado pelo músico, durante o período, a Donzela de Ferro continuou com um público fiel na América do Sul e na Europa, mas perdeu espaço nos Estados Unidos por causa do Nirvana:

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“Na América do Sul e na Europa, a banda ainda era grande, mas, nos Estados Unidos, acho que enfrentou dificuldades. O Nirvana surgiu e mudou tudo.”

Para Adrian, o auge do grunge apresentou semelhança com o surgimento do punk. Isso porque, em ambos os casos, bandas de outras vertentes viram sua popularidade diminuir: 

“Foi como o punk no fim dos anos 1970. Eu já estava tocando em bandas havia uns cinco anos e começávamos a alcançar um certo nível [de sucesso]. Você trabalha duro e, de repente, não conseguia arrumar shows a menos que tivesse cabelo espetado e tocasse punk. Você pensava: ‘Quem são essas pessoas?. Eles tocam há apenas um ano e ainda têm orgulho de não saber tocar. E, mesmo assim, todo mundo compra os discos deles e os shows vivem lotados’.”

Smith descreveu todo contexto como “difícil”. Contudo, encarou os percalços apenas como um desafio temporário:

“Foi mais ou menos a mesma coisa com o Nirvana [e o grunge]. Foi uma mudança de perspectiva. Para bandas como o Iron Maiden, foi difícil. Mas, como eu disse, a força motriz ainda está lá, e você só precisa aguentar a tempestade por um tempo.”

Adrian Smith no tempo fora do Iron Maiden

Após deixar o Maiden em 1990, Smith fundou o Psycho Motel. Porém, como relembrou em evento no Grammy Museum no ano passado (via Blabbermouth), o projeto também enfrentou dificuldades por causa do grunge. Foi aí que colaborou com o vocalista Bruce Dickinson nos discos solo “Accident of Birth” (1997) e “The Chemical Wedding” (1998):

“Eu tinha um projeto chamado Psycho Motel e fizemos alguns bons álbuns, [mas] a onda do grunge estava por toda parte. Foi complicado. Estávamos tentando organizar uma turnê e passamos por vários obstáculos. Então o Bruce Dickinson me ligou e disse: ‘você precisa ouvir esse material que estou escrevendo com esse cara, o Roy Z, lá em Los Angeles’. Ele foi até a minha casa e me mostrou ‘Accident of Birth’. Fiquei impressionado. Era muito bom. Ele perguntou se eu queria colaborar e aceitei. Meu projeto estava em pausa e, quando vi, já estava a caminho de Los Angeles.”

A opinião de Blaze Bayley

Blaze Bayley ocupou a posição de vocalista do Iron Maiden entre 1994 e 1999. Ao mencionar a época no podcast Crowcast, o cantor destacou que o grunge continuava tentando “matar” bandas como a Donzela de Ferro, sobretudo por causa da opinião da imprensa, conforme transcrito pela Loudwire.

“Quando eu estava no Iron Maiden, estávamos em guerra com o grunge. O grunge estava tentando nos matar. A imprensa britânica achava que certas bandas eram a coisa mais incrível do mundo e queria que o Maiden acabasse. Tinha gente olhando para nós como se fôssemos dinossauros.”

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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