Battle Beast volta a expor lado mais pop do power metal em “Circus of Doom”

Com a poderosa voz de Noora Louhimo na linha de frente, sexto álbum da banda finlandesa manteve fórmula dos trabalhos anteriores, feitos após saída do guitarrista Anton Kabanen

Poucas bandas no power metal conseguiram se reformular tão bem como o Battle Beast – se é que dá para defini-los com esse subgênero. “Circus of Doom”, sexto álbum da trajetória da banda, dá sequência à uma história que poderia ter arruinado um grupo com potencial.

A situação nos leva a 2015, quando Anton Kabanen, guitarrista e principal compositor do Battle Beast até ali, deixou a banda citando “diferenças musicais e outros problemas impossíveis de se solucionar” com seus colegas. Ele acabou montando outra boa banda, o Beast in Black, que não se difere tanto do agora ex-projeto.

Enquanto isso, uma solução caseira foi a aposta do Battle Beast: a entrada do guitarrista Joona Björkroth, irmão do tecladista Janne Björkroth. Além disso, o próprio Janne assumiu a função criativa de Kabanen e passou a assinar praticamente todas as composições, geralmente com a ajuda de um ou outro colega.

Com tudo funcionando de forma mais coletiva, entra a figura da vocalista Noora Louhimo, que já havia gravado dois álbuns com o Battle Beast, mas parecia não ter seu potencial devidamente explorado. Os álbuns “Bringer of Pain” (2017) e “No More Hollywood Endings” (2019) mostram como Louhimo, dona de uma grande voz, acabou se encontrando após generosas pitadas de pop e hard rock serem aplicadas a seu já conhecido power metal.

Lançamento da gravadora Nuclear Blast que provavelmente terá edição nacional via Shinigami Records, “Circus of Doom” é, acima de tudo, uma continuação artística dos dois trabalhos anteriores. Os finlandeses fizeram valer a máxima “em time que está ganhando, não se mexe” e voltaram a apostar numa sonoridade que só pode ser definida como power metal em função dos detalhes, já que aproxima-se do hard rock em diversos momentos.

Na comparação com os últimos dois discos, este novo trabalho até soa um pouco mais épico. Músicas como “Master of Illusion”, a faixa-título e “Where Angels Fear to Fly”, por exemplo, trazem arranjos típicos do power embalados em estruturas mais cadenciadas.

Mas o que ainda impera é a mescla entre sonoridades pesadas e acessíveis. Faixas como “Wings of Light”, “Eye of the Storm” e “Freedom” soam como versões turbinadas de canções que poderiam entrar em trilhas sonoras de filmes da década de 1980 – especialmente pelos refrães grudentos, que pegam de primeira.

Divertido em sua essência, “Circus of Doom” é, como outros álbuns do Battle Beast, recomendado até mesmo para aqueles fãs de rock e metal que não são muito chegados no power e em suas eventuais ramificações. É o tipo de disco que cai bem logo na audição inicial.

Ouça “Circus of Doom” a seguir, via Spotify, ou clique aqui para conferir em outras plataformas digitais.

O álbum está na playlist de lançamentos do site, atualizada semanalmente com as melhores novidades do rock e metal. Siga e dê o play!

Battle Beast – “Circus of Doom”

  1. Circus of Doom
  2. Wings of Light
  3. Master of Illusion
  4. Where Angels Fear to Fly
  5. Eye of the Storm
  6. Russian Roulette
  7. Freedom
  8. The Road to Avalon
  9. Armageddon
  10. Place That We Call Home

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