James Hetfield deixa claro que não gosta de misturar política e música. Durante uma apresentação do Metallica como parte da residência “Life Burns Faster” no último sábado (10), no Sphere, em Las Vegas, o vocalista e guitarrista mencionou que a banda não sobe ao palco para “influenciar” o público politicamente e que a ideia era que esquecessem “o que acontece lá fora” enquanto estivessem no show.
O discurso ganhou repercussão nas redes sociais e chegou em Roger Waters, também conhecido pelo ativismo político, que criticou o cantor em conversa com Katie Halper. A transcrição é do site Far Out Magazine.
No bate-papo, a apresentadora e comentarista política abordou o fato com o ex-integrante do Pink Floyd, que descreveu Hetfield como “babaca” e com QI baixo. Ele disse:
“Podemos parar de falar desse babaca? Estou muito entediado com ele. Ele só está mostrando que é um completo babaca. Tem um QI de aproximadamente três e, sinceramente, não sei por que estamos falando dele, porque ele não é ninguém.”
Pouco depois, Waters afirmou que o vocalista não teve, durante a infância, alguém que lhe ensinasse a importância da gentileza:
“Obviamente, gostaria que ele tivesse crescido com uma mãe, um pai, um amigo ou até mesmo um primo, alguém da família que o chamasse de lado quando ele ainda era pequeno… e lhe ensinasse a ser gentil. É uma pena que esse babaca não tenha tido alguém por perto para explicar que ser gentil é muito mais importante do que toda aquela música alta, aqueles pulos e seja lá o que for.”
Crítica ao Metallica
Por fim, o artista questionou a capacidade musical do Metallica, alegando que os integrantes não conseguem tocar instrumentos acústicos. Ainda afirmou não se importar com o grupo:
“Ele pode ter algumas centenas de milhões de dólares ou seja lá quanto for, mas é um babaca e não é músico. Eu os ouvi tocando instrumentos acústicos, e eles não conseguiam tocar. Foi lamentável. Eu não poderia me importar menos com gente como o Metallica.”
Os posicionamentos de Roger Waters
Roger Waters é um defensor da causa palestina. Há anos, o eterno integrante do Pink Floyd aborda abertamente o assunto e até mesmo crítica de maneira pública outros artistas que manifestem um posicionamento diferente ou neutro. Isso aconteceu, por exemplo, com Bono, vocalista do U2, e Annie Lennox, do Eurythmics.
O músico também fala de suas crenças políticas. Em 2018, durante entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, deixou claro que não pararia de se posicionar:
“Se vocês, meus fãs, acham que músicos devem apenas tocar suas músicas… É obviamente apenas errado. Não, não devemos. Nós temos responsabilidade como seres políticos e também como músicos. Eu acredito que todos os artistas, não interessa qual tipo de arte você faça, todos têm responsabilidades de usar a arte para expressar ideias políticas e criar demandas em favor dos direitos humanos para todo.”
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