Para além da música, Nicko McBrain é um amante de golfe. Devido à paixão pelo esporte, o baterista aposentado do Iron Maiden recebeu um convite para jogar com o presidente americano Donald Trump, também ligado à prática — e não só o recusou, como criticou posteriormente o político de modo público.
Durante entrevista ao The Telegraph, o músico, que há anos mora na Flórida, contou que um amigo “republicano fervoroso” quem sugeriu que jogassem juntos. Conforme compartilhado pelo Blabbermouth, o artista explicou:
“Na verdade, fui convidado para jogar golfe com ele. Um amigo meu, que é um republicano fervoroso, perguntou: ‘ah, você quer vir jogar golfe com a gente? Com o presidente’. E eu respondi: ‘que p*rr@ é essa?’… e simplesmente disse: ‘não, não, cara’.”
Para Nicko, Trump é um narcisista que deveria estar na cadeia. Citando como exemplo os arquivos Epstein, a guerra com o Irã e o trabalho de Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, o baterista opinou:
“Não sou muito ligado à política, embora deva ser, porque tenho minhas opiniões sobre ele. Não me agrada o narcisismo dele, toda essa confusão em torno dos arquivos de Epstein e coisas do tipo, e, principalmente, a guerra depravada que ele iniciou contra o Irã. E essa história do Pete Hegseth… ah, ele vai acabar na prisão. Minha última palavra sobre Trump e sua turma de comparsas é que eles deveriam ser presos.”
A sutil provocação de Bruce Dickinson a Donald Trump em show do Iron Maiden
Durante apresentação do Iron Maiden em Ontário, Toronto, no Canadá, no fim de agosto, Bruce Dickinson aproveitou a performance para realizar uma sutil provocação ao governo de Donald Trump. Isso porque havia saído a notícia de que o presidente americano assinou um decreto para mudar o nome do Lago Ontário, que está localizado entre os Estados Unidos e o território canadense, para Lago América, devido à crise diplomática e tarifária entre os dois países.
O fato não passou despercebido pelo vocalista da Donzela de Ferro, que resolveu comentá-lo. Conforme transcrição do Blabbermouth, o cantor disse à plateia:
“Olá, Canadá. Meu Deus. Foi traumático. Nós chegamos aqui. Atravessamos o Lago Ontário.”
Conversando com a Forbes em 2021, Dickinson foi perguntado se o clipe em animação de “The Writing on the Wall”, da Donzela de Ferro, fazia uma referência a Trump. Em determinada cena, há uma bandeira americana de cabeça para baixo tremulando em um veículo com um político de aparência semelhante.
À época, o cantor apenas respondeu:
“Não precisa ser o Trump. É uma espécie de metáfora genérica. Se fosse especificamente o Trump, seria fácil demais.”
Anos mais tarde, à IstoÉ, o vocalista opinou a respeito da ascensão de líderes autoritários nos Estados Unidos e em outros países. Sem citar Trump diretamente, o artista explicou:
“A ascensão de líderes autoritários ocorre onde há democracia, mas eles não estão obrigando ninguém a votar. As pessoas estão fazendo isso porque querem. Elas se sentem sub-representadas, acham que há uma elite que faz o que tem vontade e quer que os outros aceitem. Há certa verdade nisso, porque se você olhar para os dois lados da equação, vai ver que, embora o lado autoritário não seja muito atraente, muitas vezes o outro lado também não é. Há uma falha no sistema político […]. Não apoio a intolerância. Todos deveriam ter o direito de progredir, não importa a cor, o gênero ou qualquer outra característica. Deixem as pessoas viverem suas vidas, desde que ninguém esteja prejudicando os outros.”
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