Atualmente com 82 anos, Mick Jagger é conhecido pela disposição física nos palcos e por continuar ativo após mais de seis décadas de carreira. Ainda assim, o vocalista dos Rolling Stones não encara o envelhecimento de forma necessariamente tranquila.
Durante entrevista ao The New York Times (via Ultimate Classic Rock), o cantor opinou que “não há nada bom” em ficar mais velho. Com a idade, o artista acredita que, além das limitações físicas, até mesmo a maturidade e experiência adquiridas enfrentam problemas.
Ele disse:
“Não há nada bom [em envelhecer]. Eu esqueci toda a minha sabedoria. Talvez eu tenha soltado uma ou outra frase boa, mas já esqueci quais eram [risos]. Então, não, não é particularmente agradável. Você não consegue fazer as coisas na velocidade que gostaria. Fisicamente, você precisa ter mais cuidado.”
Para exemplificar, o frontman trouxe um divertido exemplo envolvendo futebol: “Quando você joga futebol, muitas vezes colocam você no gol. Eu não sou muito bom nisso”.
Mick Jagger e o envelhecimento
À GQ recentemente, o vocalista também mencionou como, depois de certo período, não é possível continuar no mesmo ritmo em relação às bebidas e drogas. Na ocasião, o próprio, que destacou a prática de exercícios físicos e assumiu ter passado a respeitar mais os limites aos 40 anos de idade, declarou:
“Acho que, infelizmente, depois de certa idade, você realmente não pode continuar bebendo e usando muitas drogas […]. Quer dizer, você ainda pode fazer isso! Mas não pode exagerar o tempo todo como costumava conseguir fazer. Porque alguma coisa vai acabar cobrando o preço. Você pode ter uma doença terrível mesmo estando limpo, fazendo tudo certo, frequentando a academia, e ainda assim desenvolver algum problema sério. Mas pelo menos você está fazendo o seu melhor.”
Já ao The Guardian, em 2023, o cantor trouxe uma outra reflexão mais profunda: envelhecer significa ver muitos dos seus amigos morrerem:
“Odeio dizer isso, mas conforme você envelhece, muitos dos seus amigos morrem […]. Há muitas pessoas da sua idade morrendo o tempo todo. Eu não tenho nenhum amigo mais velho do que eu, apenas um. Fora a banda, todos os meus amigos são muito mais jovens. Você tem consciência da sua própria mortalidade desde uma idade relativamente jovem, não é algo que surge quando você chega aos 70 anos.”
“Foreign Tongues”, novo álbum dos Rolling Stones
Os Rolling Stones lançaram na última sexta-feira (10) o seu novo disco “Foreign Tongues”. Com 14 faixas, o álbum inclui canções autorais e duas releituras: “Beautiful Delilah”, de Chuck Berry, e “You Know I’m No Good”, de Amy Winehouse.
Andrew Watt ficou responsável pela produção de “Foreign Tongues”. Por sua vez, Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood tiveram novamente a presença em estúdio dos colaboradores de longa data Darryl Jones (baixo), Matt Clifford (teclados) e Steve Jordan (bateria).
Em relação às participações especiais, Paul McCartney, que também apareceu em “Hackney Diamonds” está de volta. Também aparecem Steve Winwood, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers). Há ainda um trecho gravado pelo saudoso baterista Charlie Watts.
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