David Ellefson entrou para o Megadeth logo no início da banda em 1983 e permaneceu na formação até 2002, quando o líder Dave Mustaine resolveu encerrar as atividades. Posteriormente, o baixista retornou ao grupo em 2010, mas acabou demitido em 2021, devido ao vazamento de vídeos íntimos e um possível envolvimento com uma fã menor de idade.
Ao todo, o artista gravou 12 dos 17 trabalhos de estúdio do Megadeth, incluindo clássicos como “Rust in Peace” (1990), “Countdown to Extinction” (1992) e “Youthanasia” (1994). É por isso que o próprio acredita que sua ausência afasta a banda da essência original.
Durante entrevista ao programa Trunk Nation apresentado por Eddie Trunk, Ellefson afirmou que, sem ele, o Megadeth é “uma banda solo” de Mustaine. Conforme transcrição do Blabbermouth, o baixista justificou:
“Acabou se tornando mais um projeto solo dele… Quando não estou no Megadeth, sempre vejo a banda como a banda solo do Dave. É assim que enxergo. Não digo isso de forma positiva ou negativa; apenas acho diferente. Para mim, a sensação é diferente daquela do Megadeth formado por Ellefson e Mustaine juntos.”
Em sua opinião, a sonoridade tornou-se muito diferente. Ao mesmo tempo, porém, o músico entende que o grupo está apenas “seguindo em frente”:
“Para mim o som é diferente. Quando somos eu e o Dave, aquela é uma versão do Megadeth, a formação original, dos anos 1980 e 1990, revisitada depois entre 2010 e 2021. Existe uma sonoridade diferente. A banda está seguindo em frente, e tudo bem para mim. Quer dizer, eu continuo recebendo pagamentos e royalties, então podem continuar trabalhando. [Risos.]”
Respeito pelo Megadeth atual
De qualquer forma, o artista garante ter respeito por todos os envolvidos na formação atual. Citando o baterista Dirk Verbeuren e o seu substituto James LoMenzo, que antes trabalhou com nomes como Black Label Society, Slash’s Snakepit, White Lion e John Fogerty, ele concluiu:
“Não guardo nenhum ressentimento de ninguém que esteja tocando com o Dave atualmente. Todos são músicos muito competentes e parecem ser pessoas legais. Aliás, fui eu e o Kiko [Loureiro] que trouxemos o Dirk [Verbeuren] em 2016 […]. E sempre elogiei o LoMenzo. Fiquei até surpreso ao ver que ele consegue tocar esse tipo de música, porque esse não era um estilo com o qual eu o associava, mas ele fez um excelente trabalho. Podemos ser amigos e manter uma boa relação apesar de tudo isso. Não tenho nenhum ressentimento.”
Demissão “injusta”
À Guitar Player no início de 2026, Ellefson colocou-se como uma peça fundamental no Megadeth. Ao descrever a demissão como “injusta”, o músico explicou:
“Eu definitivamente não fui [tratado de forma justa]! Minha saída foi forçada sobre mim por falta de informação e Dave, pessoalmente, assinou uma declaração pública que foi horrivelmente difamatória contra mim. Ele fez algo similar com Chris Poland e Jeff Young [ex-guitarristas do Megadeth] quando eles saíram. Eu sou um dos pilares do Megadeth, todo mundo sabe disso.”
Sobre David Ellefson
David Ellefson foi o primeiro integrante a se firmar no Megadeth com Dave Mustaine e permaneceu como seu braço direito criativo até 2002, quando as atividades foram encerradas. O grupo voltou em 2004, sem o baixista.
Fora da banda que o consagrou, Ellefson formou o F5 e tocou com nomes como Soulfly e Hail!. A volta ao Megadeth se deu em 2010. Tudo ia bem até 2021, quando vídeos de Ellefson com conteúdo sexual vazaram na internet, além de acusações não comprovadas de envolvimento com uma fã menor de idade.
O baixo no álbum “The Sick, the Dying… and the Dead!” (2022) já havia sido gravado por David, mas Mustaine optou por trazer Steve Di Giorgio (Testament, Death) para retrabalhar suas partes em estúdio. A vaga acabou ficando com James LoMenzo, que era o titular antes da volta de David.
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