O que diz John Myung sobre seu baixo ser quase inaudível no Dream Theater

Baixista afirma compreender críticas sobre a pouca presença do instrumento, mas ressalta a importância do baixo na sonoridade da banda

Seja em estúdio ou ao vivo, a sonoridade do Dream Theater é marcada pela presença das guitarras, bateria e teclados. Para muitos ouvintes, porém, o baixo acaba ficando em segundo plano e, em alguns momentos, até parece inaudível em determinados trabalhos e apresentações.

John Myung afirma já ter ouvido esse tipo de comentário inúmeras vezes. Durante recente entrevista à Prog, o baixista abordou o assunto e emitiu sua opinião a respeito. 

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Segundo o músico, é compreensível a percepção. No entanto, o próprio ressaltou que seu instrumento desempenha um papel fundamental na construção das músicas da banda:

“Muita gente me diz que, no Dream Theater, não consegue ouvir o baixo, e eu meio que entendo o que querem dizer. Ele realmente não se destaca. Mas já estive na sala de mixagem dizendo: ‘não consigo me ouvir’ e quando tiravam o baixo da mixagem eu pensava: ‘meu Deus, soa vazio!’.”

Para Myung, isso acontece porque o baixo e a guitarra acabam virando uma coisa só. Em contrapartida, no supergrupo The Jelly Jam, power trio do qual também é integrante, a realidade é outra: 

“Muito disso acontece porque, no Dream Theater, o baixo e a guitarra quase se tornam um único instrumento. Já no The Jelly Jam, a dinâmica é diferente, existe uma outra noção de espaço que precisa ser preenchida.”

John garante que a forma como o Dream Theater trabalha não é algo que o incomode. Ele concluiu:

“Toda banda tem uma química. E é natural que, para uma banda funcionar, você precise entrar em sintonia e entender qual é o seu papel. Mas, sinceramente, eu simplesmente amo ser músico e o fato de conseguir viver da música. Gosto tanto do que faço, em um nível tão fundamental, que todo o resto acaba sendo apenas um detalhe.”

John Myung e as inspirações

No passado, o baixista explicou como, desde sempre, é acostumado a prestar atenção no baixo quando ouve qualquer música. Citando bandas que o inspiraram nesse sentido, detalhou ao MusicRadar

Quando eu estava crescendo, e até hoje, a primeira coisa que eu ouço é o baixo. Não importa quem seja o artista ou qual seja a música, eu percebo esse som primeiro. Com algumas das bandas que me inspiraram — Rush, Yes e Iron Maiden — o baixo era um elemento fundamental. O baixo não estava ali apenas para reforçar o ritmo; ele definia a identidade da música. É claro que cada pessoa é diferente e reage àquilo que mais chama sua atenção ou que causa o impacto mais forte. No meu caso, sempre foi o baixo.”

Dream Theater atualmente

“Parasomnia”, álbum mais recente do Dream Theater, chegou a público em fevereiro do ano passado. Em divulgação ao disco, a banda realizou uma turnê, dando continuidade à celebração de 40 anos de carreira, encerrada no último mês de maio, com uma passagem pelo Brasil.

Com o término da excursão, o baterista Mike Portnoy deu pistas sobre o futuro do grupo. Por meio das redes sociais, o músico escreveu:

“Vamos tirar o verão de folga (embora eu tenha cerca de um mês de shows com o NMB em agosto/setembro) e, depois, o DT vai se reunir no estúdio no outono para começar a trabalhar em outro álbum. Então poderemos começar tudo de novo!”

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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