O Spiritbox segue em turnê pelos Estados Unidos ao lado de Evanescence e Nova Twins. Durante a apresentação realizada na última quarta-feira (15), em Phoenix, no Arizona, uma confusão na plateia interrompeu temporariamente o show da banda.
Como destacado pela Metal Hammer, o grupo estava prestes a tocar “Soft Spine” quando o baterista Zev Rosenberg percebeu que um fã estava agindo de forma agressiva contra outras pessoas na plateia e alertou os colegas. Diante da situação, Courtney LaPlante decidiu não iniciar a música e avisou ao público que a performance só seria retomada quando tivesse certeza de que todos estavam em segurança.
Ela disse:
“O Zev é mais alto do que a gente e, lá de cima da bateria, ele consegue ver esse filho da p*t@ bem agora. Não vamos tocar outra música e este show não vai continuar até termos certeza de que todo mundo aí está em segurança.”
Em seguida, a vocalista pediu para que o público apontasse “o maluco que está machucando todo mundo” e afirmou que o indivíduo seria “expulso daqui na marra”. Na sequência, dirigiu-se a uma das supostas vítimas do espectador agressivo e perguntou:
“Ei, você está bem, cara? Eu sei que você não queria chamar atenção, e me desculpe por colocar os holofotes em você, mas isso é um absurdo, ok? Isso aqui não é uma luta valendo medalha de ouro no karatê, tá? É um show de rock.”
Na sequência, a frontwoman confirmou que a equipe de segurança havia conseguido retirar o homem do local. Aproveitou, então, para deixar um último recado ao público:
“Parece que a segurança já pegou ele. Que isso sirva de lição para qualquer um que resolver fazer m*rd@ aqui esta noite. Porque a nossa equipe de segurança é muito gente boa e ama vocês. Mas eles me avisaram que, se for preciso, vão dar uma surra em qualquer filho da p*t@. Porque o mais importante é a segurança, certo? Então, se alguém cair, o que vocês vão fazer? Vão ajudar essa pessoa a se levantar, ok?”
Assista ao vídeo abaixo em inglês:
Vale mencionar que, durante conversa com Allison Hagendorf em 2024, LaPlante relembrou o início da carreira, quando se apresentava em ambientes que classificou como “hostis”, e destacou que, atualmente, não teria qualquer problema em pedir à equipe de segurança que retirasse do local homens com comportamento abusivo. Em suas palavras (via Metalhead Zone):
“Quando vamos fazer um show que é nosso, nossos fãs estão lá, eles nos entendem e nos respeitam. Nós atraímos pessoas que se identificam e se conectam com a gente; elas pagaram para estar ali. Mas não era assim quando estávamos começando ou quando você toca em bares. Tem caras que só foram ao bar naquela noite, pagaram US$ 8 para fumar cigarro e assistir a um monte de bandas aleatórias. É um ambiente hostil. [O assédio] era uma daquelas coisas tão normalizadas que eu nem parava para pensar: ‘ah, é, estou sendo vítima de assédio sexual no palco neste exato momento.’ Os caras simplesmente faziam isso, ou soltavam cantadas e coisas do tipo. Hoje eu teria a confiança para dizer: ‘tirem esse cara do show’.”
Sobre o Spiritbox
O Spiritbox foi criado em Victoria, Canadá, no ano de 2016. A banda conquistou notoriedade nas plataformas digitais com uma série de singles e EPs liberados antes de seu primeiro álbum, “Eternal Blue” (2021) e, então, do sucessor “Tsunami Sea” (2025).
O disco de estreia conseguiu posições de destaque em várias paradas internacionais, incluindo Estados Unidos (13º), Reino Unido (19º), Austrália (8º) e Alemanha (17º). O trabalho mistura metalcore e sonoridades post-metal com melodias radiofônicas e influências progressivas.
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