Na discografia do Metallica, geralmente o maior alvo de críticas é o polêmico “St. Anger” (2003), mas os álbuns dos anos 90 também têm sua parcela de haters. Entre os “não tão fãs assim” está o baterista Lars Ulrich, principalmente em relação a uma faixa de “Load” (1996).
Em entrevista de 2004 resgatada pela site Far Out Magazine, Ulrich discute o processo de composição de “Until It Sleeps” e explica, ao mesmo tempo, o que não gosta nela. Segundo o baterista, falta uma pegada mais orgânica na canção, que ganhou sua versão definitiva com a ajuda de softwares:
“É uma canção que foi mais construída no computador do que no chão. Tínhamos um esqueleto de uma música, alguns contornos brutos, mas então a tocamos e não estava funcionando de verdade, e então outra coisa não estava funcionando. Tentamos isso e aquilo, e então ela acabou sendo reconstruída no computador. Sempre a senti como sendo meio estéril.”
Dedicada à falecida mãe do vocalista e guitarrista James Hetfield, Cynthia, “Until It Sleeps” foi lançada como o primeiro single de “Load”. Chegou à décima posição da parada americana, sendo a única música do Metallica a conquistar tal feito.
Metallica e “Load”
Sexto trabalho de estúdio do Metallica, “Load” causou muita polêmica, tanto pela sonoridade quanto pela mudança visual, com todos os integrantes aparecendo com novos penteados e roupas.
As músicas contam com passagens que flertam com hard rock, southern e alternativo. Com 78 minutos e 59 segundos, é o álbum simples mais longo da carreira da banda, ocupando todo o espaço disponível na capacidade do CD – a última faixa, “The Outlaw Torn”, chegou a ter uma parte cortada na edição final para se adaptar.
Mesmo com toda a repercussão negativa, chegou ao topo das principais paradas mundiais, vendendo cerca de 15 milhões de cópias. Ganhou disco de ouro no Brasil.
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