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Killswitch Engage chega “com os dois pés na porta” no Bangers Open Air

Banda rompe jejum de palcos com discurso de paz, piada sobre cerveja e uma sequência matadora de clássicos

Ainda estava quente, não obstante o palco tivesse “gelo” no nome. Mas, para a sorte do Killswitch Engage — penúltima atração a se apresentar no Ice Stage no primeiro dia do Bangers Open Air 2026 —, as bermudas estão inclusas na indumentária de lei do metalcore. Verdade seja dita: nem todos os integrantes aderiram a essa alternativa mais fresca. No caso do guitarrista Adam Dutkiewicz, uma bandeira do Brasil foi acrescida como capa; um super-herói das seis cordas e também do humor.

Isso porque o músico é o maior piadista entre os colegas do grupo que ajudou a fundar, 27 anos atrás. Exemplo: antes de “Forever Aligned”, o vocalista Jesse Leach proferiu o melhor discurso antiguerra do sábado. “Espalhem paz e amor”, sugeriu ele, ao que Adam completou: “E não se esqueçam de que cerveja resolve qualquer problema”. Tão engraçado quanto fora de hora, mas tudo bem.

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Àquela altura, o Killswitch Engage — completado por Joel Stroetzel (guitarra), Mike D’Antonio (baixo) e Justin Foley (bateria) — já havia tocado 8 das 17 músicas previstas e feito uma sequência particularmente matadora logo na saída. Os dois cartuchos de seu álbum de consagração, “The End of Heartache” (2004) — a faixa-título e “Rose of Sharyn” — foram queimados logo nos 15 minutos iniciais. 

Para romper um hiato de quase cinco meses sem shows — o último havia sido na Finlândia, em dezembro — e fazer frente a nomes de peso como In Flames e Black Label Society (aos quais dedicaram, respectivamente, “Aftermath” e “My Curse”), os caras decidiram chegar com os dois pés na porta. “Voamos horas pra cacete, mas estamos felizes demais por estarmos aqui”, assegurou Leach. Nem era preciso dizer: a linguagem corporal era reveladora, e a movimentação da banda poderia ser traduzida como “estamos vivendo o melhor dia de nossas vidas”.

Ao final de 50 minutos de moedores de carne humana sonoros e canções de entrelinhas mais reflexivas — como “Broken Glass”, que trata de relacionamentos abusivos —, a certeza que prevaleceu foi a de que, beirando as três décadas de carreira e adentrando a seara do chamado “dad rock”, o Killswitch Engage pode vir quantas vezes quiser e sob quaisquer condições climáticas. O show sempre será daqueles que valem cada centavo do ingresso. 

E não confie no que proclamam os “truezões”: a versão para “Holy Diver”, do Dio, é boa pra caramba, sim!

Killswitch Engage no Bangers Open Air 2026 — repertório:

  1. Fixation on the Darkness
  2. In Due Time
  3. The End of Heartache
  4. Aftermath
  5. Rose of Sharyn
  6. This Is
  7. Broken Glass
  8. Hate By Design
  9. Forever Aligned
  10. The Signal Fire
  11. I Believe
  12. The Arms of Sorrow
  13. Strength of the Mind
  14. This Fire
  15. My Curse
  16. My Last Serenade
  17. Holy Diver (original de Dio)

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Marcelo Vieira
Marcelo Vieirahttp://www.marcelovieiramusic.com.br
Marcelo Vieira é jornalista graduado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), com especialização em Produção Editorial pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Há mais de dez anos atua no mercado editorial como editor de livros e tradutor freelancer. Escreve sobre música desde 2006, com passagens por veículos como Collector's Room, Metal Na Lata e Rock Brigade Magazine, para os quais realizou entrevistas com artistas nacionais e internacionais, cobriu shows e festivais, e resenhou centenas de álbuns, tanto clássicos como lançamentos, do rock e do metal.

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