Steve Di Giorgio se consolidou como um dos baixistas mais respeitados do metal. Não à toa, em 2021, o músico foi chamado para salvar o Megadeth em estúdio após a dispensa de David Ellefson. No entanto, ele recusou uma vaga fixa ao lado de Dave Mustaine e optou por permanecer com o Testament.
Di Giorgio contou a história para a Guitar World. Na época, Ellefson recebeu “justa causa” após vídeos íntimos vazados na internet. O Megadeth terminava as gravações de “The Sick, the Dying… and the Dead!” (2022), segundo e último álbum com Kiko Loureiro nas guitarras.
Mustaine não quis contar com as linhas de baixo já gravadas por Ellefson, então, Di Giorgio entrou em ação. Mas não foi tão simples — ou rápido — assim, como narrao baixista:
“Fiquei surpreso quando o telefone tocou e era o Sr. Mustaine, querendo que eu substituísse Ellefson. Eu fiquei: ‘por que diabos?’, não conseguia ver isso acontecendo. Senti que havia tantos outros baixistas que merecem isso e se encaixariam melhor na função. Então recusei. Então Dave disse que ele precisava correr e finalizar o álbum porque seja lá com o que Ellefson tinha contribuído, havia sido apagado. Eles estavam procurando alguém para fazer isso e continuar na turnê.
Eu disse: ‘bem, não vou sair do Testament. Se eu fosse ajudar vocês, teria que ser algo equilibrado, onde eu não estrague meus planos com o Testament’. Eles disseram: ‘não, precisamos de compromisso total’. Eu falei: ‘não posso fazer isso’. Então recusei de novo. E então, na terceira vez, eles disseram: ‘Você tem uma reputação de vir e terminar discos na hora. Venha para o Tennessee, faça o disco, e vamos ver se continuamos’.”
Compromisso total… com o Testament
Steve Di Giorgio foi até o QG do Megadeth em Nashville, no Tennessee, e gravou as linhas de baixo para o álbum, mas recusou uma entrada definitiva na banda pela terceira vez. O motivo de escolher seguir com o Testament? Segundo o baixista, lealdade.
Di Giorgio continuou a história:
“Eu disse: ‘ok, isso é definitivamente algo que estou acostumado a fazer’. Entrei em um avião, fui até lá e finalizei as faixas. Mas quanto mais falávamos do potencial sucesso do disco e os negócios da agenda, dividir o meu tempo não parecia ser justo com nenhuma das bandas. Então eu só disse: ‘Estou feliz onde estou. Vou continuar sendo leal aos meus irmãos’. Eu sabia que estava perdendo uma boa oportunidade, mas estava bem onde estava. Todo mundo entendeu e nos separamos amigavelmente. Foi uma ótima experiência.”
Steve Di Giorgio chegou ao Testament em 1998, assim que deixou o Death definitivamente. O baixista permaneceu até 2005 e retornou em 2014. Famoso também pelos “freelas” de um álbum só — como fez no Megadeth —, já gravou também com Iced Earth, Sebastian Bach, Heathen, entre outros.
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