Foto: @thebandghost / Instagram

Tobias Forge comenta todas as músicas de “Impera”, novo álbum do Ghost

Além de fazer um faixa-a-faixa, vocalista e líder da banda diz que conceito deste e de outros trabalhos segue mais a linha Iron Maiden do que King Diamond: “algo mais solto”

A matéria de capa da nova edição da revista Metal Hammer destaca o Papa Emeritus IV, evolução do Cardinal Copia, frontman do Ghost desde “Prequelle”. O coletivo comandado por Tobias Forge lança no próximo dia 11 de março o álbum “Impera”, quinto trabalho de músicas inéditas de sua carreira.

Antecipando a obra, o líder do projeto fez um faixa-a-faixa para a publicação. E aproveitou para destacar que, apesar de seus discos possuírem um conceito, a história não segue uma linearidade. 

“Não sigo a linha King Diamond, com uma trama que tem começo, meio e fim. Não se trata de uma ópera rock. Para estabelecer uma relação, é algo mais na linha do Iron Maiden. Há uma conexão, porém, se trata de algo mais solto. Em ‘Powerslave’, por exemplo, eles não falam só de faraós. ‘Somewhere in Time’ segue um elemento cronológico. ‘Impera’ joga uma luz em vários elementos diferentes do que constitui um império.”

Em seguida, todas as músicas de “Impera” foram comentadas por Forge.

“Impera” faixa a faixa, por Tobias Forge

“Imperium”

“Serve como um hino nacional na abertura. Nas ilustrações que vêm com o álbum, há uma paisagem de cidade grande e este carrinho entrando na cidade ao nascer do sol. Traz um elemento inicial que eu gosto.”

“Kaisarion”

“Representa o começo violento deste novo império. O chamado às armas. Destrua tudo do passado para construir algo novo. Queime os livros e mate a prostituta.”

“Spillways”

“Uma elegia à escuridão que a maioria das pessoas têm dentro de si. Em uma barragem, os vertedouros são os escoamentos para que ela não transborde. Essa escuridão dentro de nós precisa encontrar uma saída.”

“Call Me Little Sunshine”

“Basicamente, é o diabo falando com a pessoinha na frente de seu computador ou em seu quartinho, chamando por ela: ‘estou sempre aqui para você’. Nesse contexto, não significa uma coisa boa.”

“Hunter’s Moon”

“Uma ode ao terror clássico. Há algo nostálgico e saudoso na inspiração que me levou a escrevê-la. É como dar uma volta no parque à noite. O império da infância.”

“Watcher in the Sky” 

“Explica com entusiasmo como podemos utilizar a ciência para tornar o mundo menor e reverter as próprias conclusões científicas. Basicamente uma visão da Terra plana, o que achei divertido.”

“Dominion”

“Um segmento em que saímos da cidade para esta vasta paisagem – prados e tudo isso, mostrando outra parte do império. É para soar majestoso – como alguns daqueles filmes espaciais tipo ‘Duna’.”

“Twenties” 

“Uma convocação. Pode ser vista como uma música muito otimista sobre um futuro onde podemos seduzir as pessoas e ferrar com tudo. Dá para interpretar como uma faixa festiva, se você gosta dessas coisas.”

“Darkness at the Heart of My Love”

“Fala sobre pessoas que promovem todos esses valores sob o pretexto de serem tementes a Deus e justos enquanto não praticam nada disso em suas vidas pessoais. Só querem dinheiro e poder.”

“Griftwood”

“Sobre pessoas que dizem ou fazem qualquer coisa para subir na vida. Como esses pregadores da bíblia, que nem acreditam nela. Eles são impulsionados. Eles são vacinados triplamente. Se a filha deles engravidar acidentalmente, você acha que eles vão ficar ao lado dela? Com certeza não.”

“Bite of Passage”

Breve passagem instrumental.

“Respite on the Spitalfields”

“Sobre Jack, o Estripador, que nunca foi pego. Como fã de terror, a era vitoriana tem muitos pilares da escuridão gótica. Sempre gostei desse lado de Londres, sua sujeira, a aristocracia da indústria e da elegância”.

O conceito lírico do novo álbum do Ghost

Parte do conceito lírico de Impera é baseado no livro “The Rule of Empires: Those Who Built Them, Those Who Endured Them, and Why They Always Fall” (traduzindo: “A regra dos impérios: aqueles que os construíram, aqueles que os suportaram e por que eles sempre caem”). Na obra, o autor Timothy Parsons oferece um relato abrangente da evolução do conceito de império, desde suas origens na Roma antiga até sua mais recente incorporação no século 20.

Em entrevista anterior à estação de rádio KLAQ (transcrição do Blabbermouth), Tobias Forge comentou:

“Tocamos em Seattle em 2013, no Showbox at the Market. Foi naquele dia que tive a ideia para o próximo álbum. Tenho um livro chamado ‘The Rule of Empires’. Basicamente, pensei em fazer um registro sobre a ascensão e, em última instância, os inevitáveis ​​fracassos e quedas dos impérios.

“‘Prequelle’ falava sobre a grande morte, uma ameaça primordial de aniquilação medieval que foi, eu acho que não diria carnal, mas talvez um pouco mais espiritual e filosófica, com a presença sempre de um término real. Já o novo álbum é um pouco mais prático, embora não político. Então não foi realmente difícil se inspirar nos últimos dois anos.”

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