Vício é ‘uma doença cruel’, diz Flea, do Red Hot Chili Peppers

O baixista Flea, do Red Hot Chili Peppers, escreveu um artigo para a revista Time onde fala sobre vício em drogas que marcou parte de sua vida. Hoje, o músico está sóbrio. O texto faz parte de uma série, feita pela publicação, chamada “Opioid Diaries”, que discute a crise dos opioides pela qual passam os Estados Unidos.

No texto, Flea diz que esteve envolvido com abuso de drogas desde quando nasceu. “Todos os adultos na minha vida usavam, regularmente, remédios para esquecer dos problemas, e álcool e drogas estavam por toda parte, o tempo todo”, afirmou.

O músico destacou que começou a usar maconha aos 11 anos. “Então, comecei a cheirar, injetar, ingerir, fumar e usar ao longo da minha adolescência e até meus vinte e poucos anos”, disse ele, que recorria às drogas para lidar com sua ansiedade.

– Ouça o baixo isolado de Flea nas músicas do Red Hot Chili Peppers

Flea decidiu parar com as drogas depois que se tornou pai, mas lidou com outros problemas após sofrer uma lesão no braço. “Alguns anos atrás eu quebrei meu braço enquanto fazia snowboard e tive que fazer uma grande cirurgia. Meu médico me curou perfeitamente, e graças a ele eu ainda consigo tocar baixo. Mas ele também me deu dois meses de Oxycontin”, disse.

O baixista detalhou a sua rotina com o Oxycontin. “O rótulo dizia para tomar quatro por dia. Eu ficava muito chapado quando tomava esse remédio. Ele não só acabava com a minha dor física, como também com todas as minhas emoções. Eu só tomava um por dia, mas eu não estava presente para os meus filhos, meu espírito criativo estava decaindo e eu fiquei depressivo. Eu parei de tomar o remédio após um mês, mas eu poderia ter facilmente conseguido um novo refil”, afirmou.

O músico destacou que pessoas sóbrias ficam viciadas nesses remédios e acabam morrendo. “O vício é uma doença cruel, e a comunidade médica, junto do governo, precisam oferecer ajuda para aqueles que precisam. A vida dói. O mundo é assustador e é mais fácil utilizar drogas que trabalhar tendo dor, ansiedade, injustiça e desapontamento. Mas iniciando com gratidão nos tempos difíceis e valorizando as lições das nossas horas difíceis, nós temos a oportunidade de superar os problemas e nos tornarmos indivíduos mais saudáveis e felizes que vivem acima da forte tentação do vício”, disse.

Clique para ler o texto na íntegra.

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