Billy Sheehan, baixista conhecido pelo trabalho com o Mr. Big, The Winery Dogs, Talas e David Lee Roth, é um grande fã do AC/DC. Mais especificamente, de um integrante do grupo.
Durante recente entrevista à Mind Behind the Music, o músico descreveu Cliff Williams como “muito gentil”. Apesar de nunca tê-lo conhecido, o artista contou uma curiosa história envolvendo o colega de instrumento, afastado das turnê desde 2024, e fez questão de exaltá-lo no campo pessoal e profissional.
De acordo com Sheehan, tudo começou quando um amigo seu intermediou uma venda de instrumentos de Williams anos atrás. Conforme transcrição da Ultimate Guitar, ele disse:
“Eu nunca tinha o conhecido, nem sabia nada sobre ele, mas um amigo meu foi até a casa dele na Flórida e pegou alguns instrumentos para vender por ele, porque é difícil para um cara famoso vender [diretamente]. Meu amigo voltou para casa, me ligou e disse: ‘ei, Billy, você está em casa? Preciso passar aí. Tenho uma coisa para você’.”
Mesmo sem que tivessem qualquer aproximação, o membro do AC/DC havia separado um baixo Höfner 500/1, modelo característico de Paul McCartney, especialmente para Sheehan:
“Ele chegou com uma case. Eu perguntei o que era, então ele abriu e era um baixo Hofner Beatle Bass, e eu adoro Paul McCartney. Eu disse: ‘de onde veio isso?’ e ele respondeu: ‘Cliff Williams queria que você ficasse com ele’.”
Billy não só ficou honrado com a lembrança, como também ligou para agradecê-la. Aproveitando a oportunidade do bate-papo, teceu elogios ao instrumentista e ao AC/DC, descrevendo o disco “Back in Black” (1980) como “o maior de rock de todos os tempos”:
“Ainda gostaria [de conhecê-lo]. Que cara maravilhoso. Peguei o número dele com meu amigo, liguei e agradeci muito. Eu adoro o jeito que ele toca, e ‘Back in Black’ é provavelmente o maior disco de rock de todos os tempos.”
Billy Sheehan celebra presente
Não é a primeira vez que o músico conta tal história. Ao The Mistress Carrie Podcast no ano passado, Sheehan declarou que o presente de Williams foi “uma das coisas mais legais” que já recebeu:
“Foi uma das coisas mais legais que alguém já fez para mim. E como já mencionei, ainda fico flutuando só de pensar nisso. É perfeito. E então tocar McCartney nele (o baixo) é tão enriquecedor e tão legal. Acho que vou me sentar com o baixo no meu próximo aniversário. Vou pegar uma garrafa de vinho e colocar ‘Sgt. Pepper’s’ (‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’, álbum dos Beatles de 1967) e tocar ele inteiro no baixo. Vai ser ótimo.”
Sobre Cliff Williams
Cliff Williams nasceu em Romford, ao leste de Londres, Inglaterra. Nos anos 1970, se mudou para a capital inglesa, virando músico profissional e tocando em bandas como Sugar e Home, com quem abriu shows de Led Zeppelin, Jeff Beck, Mott The Hoople e The Faces. Também acompanhou o músico Al Stewart.
Em 1977, formou o Bandit, que contava com o baterista Graham Broad, posteriormente da banda de Roger Waters. Lançaram um álbum homônimo e se tornaram grupo de apoio para o bluesman Alexis Korner, antes de encerrar atividades.
Entrou para o AC/DC em substituição a Mark Evans, já na turnê do álbum “Let There Be Rock”. Paralelamente, participou de discos de Adam Bomb e Emir & Frozen Camels, com quem excursionou na virada do século.
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