O Slipknot disponibilizou na última quarta-feira (9) uma nova música chamada “Arsenal”. Além de representar a primeira faixa inédita da banda em quase três anos, a canção é a primeira creditada ao que parece ser o novo selo do grupo, (sic)est Records, e marca a estreia em estúdio do baterista Eloy Casagrande, presente na formação desde 2024.
Porém, “Arsenal” não deve integrar o próximo disco dos mascarados. É o que garante Jim Root.
Conversando com fãs no Instagram, o guitarrista revelou que a faixa não aparecerá no tracklist do sucessor de “The End, So Far” (2022), sendo apenas um lançamento isolado. Ele escreveu (via Loudwire):
“Não [estará no álbum]. Essa foi apenas uma música que conseguimos terminar ‘mais cedo’ para lançar.”
Já quando perguntado a respeito da recepção negativa de “Arsenal”, o músico adiantou que a canção não é necessariamente uma “amostra” do que esperar do disco. Em suas palavras:
“Depende de quem está fazendo o comentário, na verdade. Quero dizer, o que a banda dessa pessoa está fazendo? E ‘Arsenal’ foi uma música que conseguimos lançar rapidamente enquanto trabalhamos no restante do álbum. Ela não representa realmente as outras músicas.”

Até o momento, não se sabe se “Arsenal” conta com contribuições do DJ Sid Wilson. O integrante foi demitido em agosto após quase 30 anos na formação.
Falando com a BBC Radio 1 a respeito da novidade, o vocalista Corey Taylor não entrou em detalhes quanto aos bastidores, mas descreveu sua visão acerca da composição. O cantor declarou (via Metal Hammer):
“É uma música avassaladora, é uma experiência absolutamente avassaladora. Uma das minhas coisas favoritas nela é que, de certa forma, ela reúne tudo o que fazemos. Há ótimos momentos de hiperatividade e, então, no final, cara, há uma quebra que faz toda a diferença. É como se estivéssemos segurando todo mundo pelos cabelos e simplesmente dizendo: ‘vai, vai!’. Para mim, isso resume completamente o Slipknot.”
O novo álbum do Slipknot
Desde 2024, o Slipknot fala a respeito da criação de novas músicas. Atualmente, a banda trabalha em um novo disco, cujas informações mais recentes vieram a público por meio de Jim Root.
Ao podcast RIDE BYND, em julho, o guitarrista contou que a banda já tinha 50 arranjos prontos e que colaborava com o produtor Matt Wallace. Conforme transcrição da revista Kerrang!, o membro relatou a respeito da dinâmica:
“Estamos apenas tocando e o Clown [M. Shawn ‘Clown’ Crahan, percussionista] está fazendo os arranjos. Ele pega coisas que o Eloy [Casagrande, baterista] e eu estamos tocando, ou que eu, Eloy e Pfaff [Michael ‘Tortilla Man’ Pfaff, percussionista] estamos tocando, ou até mesmo participa das jams. Podemos tocar por uma hora e meia, duas horas, e talvez tirar quatro ideias de músicas disso. Depois, simplesmente passamos um tempo fazendo os arranjos, e é algo tão orgânico e tão real. É quase assustador […] A maneira como estamos fazendo isso, que é parecida com a forma como as coisas eram feitas no começo, tem uma espécie de vibe de banda de garagem.”
Perguntado a respeito da sonoridade, o músico citou o Pink Floyd como uma das referências, ainda que não direta, para o que estão criando e explicou:
“Eu não poderia dizer qual será a direção desse próximo álbum. Sei que estou escrevendo alguns dos riffs de palhetada alternada mais rápidos que já fiz, alguns dos riffs mais melódicos, pesados e com uma pegada sombria. Muitas interludes e partes limpas realmente bonitas também estão encontrando espaço nessas músicas. Muitas coisas simplesmente experimentais. Não quero dizer Pink Floyd, mas talvez algo nessa linha.”
