Em 1997, um grupo oriundo dos Estados Unidos precisou abandonar o seu nome Gamma Ray por ameaça de processo. Foi então que o produtor Chris Goss sugeriu “Queens of the Stone Age”, título que foi aprovado pelo líder Josh Homme e que permanece até hoje.
Recentemente, o vocalista e guitarrista relembrou a escolha durante o podcast Queer the Music, apresentado por Jake Shears, membro do Scissor Sisters que colaborou com o QOTSA no disco “…Like Clockwork” (2013). Na ocasião, Homme explicou que a nomenclatura, que pode ser traduzida livremente como “Rainhas da Idade da Pedra”, também foi pensada como uma forma de afastar o machismo.
Conforme transcrição do Tenho Mais Discos que Amigos, o músico pontuou:
“Sempre houve um lado meio brutamontes dentro de mim contra o qual sempre lutei, e sempre tentei conter esse elemento no nosso público. Você não pode escolher seu público, mas pode tentar, certo? Por que não tentar? Sabe, eu queria algo específico. Queria que até o nome da banda fosse algo difícil para um cara extremamente machista dizer ao melhor amigo: ‘vai ver quem?’. Não quero valentões, cara.”
Num Q&A em 2000, Homme já havia mencionado a proposta. Na opinião do cantor, ter colocado a palavra “kings” (reis) no nome daria um ar “muito machista” aos artistas:
“Colocar ‘kings’ no nome seria muito machista […]. E também foi simplesmente um nome que o Chris Goss nos deu. Foi ele quem nos deu o nome Queens of the Stone Age. O rock deve ser pesado o suficiente para os garotos e doce o suficiente para as garotas. Assim, todo mundo fica feliz e é mais uma festa. ‘Kings of the Stone Age’ soaria muito desequilibrado.”
Já ao Men’s Journal em 2019, acrescentou a respeito da origem:
“O nome surgiu de uma brincadeira do nosso amigo Chris Goss. Tínhamos esse outro nome, Gamma Ray, e alguém ameaçou me processar por causa do nome. O Chris costumava chamar o Kyuss [banda que Homme fazia parte] de ‘Queens of the Stone Age’, e isso funcionava em vários níveis. De certa forma, estamos tentando eliminar aquela imagem dos caras irritados e furiosos que querem machucar todo mundo no show. Queremos que homens e mulheres estejam lá, curtindo e de boa. A ideia é ser divertido — não algo do tipo: ‘por que diabos estou com o nariz sangrando?’. Achamos que as pessoas passariam de carro por um letreiro com ‘Queens of the Stone Age’ e dariam risada. As pessoas se acostumam a falar o nome bem rápido.”
Queens of the Stone Age atualmente
O Queens of the Stone Age anunciou oficialmente o seu nono álbum de estúdio. Chamado “Perfecth”, o disco chega a público no dia 30 de outubro via Matador Records.
Com nove faixas, o material sucede “In Times New Roman…” (2023). Segundo comunicado, o título faz referência à ideia de que o “perfeito” não existe, trazendo “uma forma mais apropriada para um termo que nunca pareceu certo desde o início”.
As gravações do trabalho aconteceram em diferentes cidades dos Estados Unidos, como Los Angeles e Nova Orleans. Josh Homme, vocalista e guitarrista, e Michael Shuman, baixista, cuidaram da produção.
“Easy Street”, faixa lançada em julho em parceria com Nikki Lane, integrará o tracklist. Agora, também está disponível o novo single “Insignificant Other”, descrito pelo cantor como uma música “sobre como alguém pode ser o seu mundo inteiro e, de repente, simplesmente desaparecer”.
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