Mick Mars estava puto com playbacks do Mötley Crüe, diz Carmine Appice

Lendário baterista é amigo do guitarrista, que se aposentou da banda em outubro do ano passado; postura de colegas fora do palco também o incomodava

O baterista Carmine Appice (Cactus, Vanilla Fudge etc) voltou a falar sobre a situação de seu amigo, o guitarrista Mick Mars, recentemente aposentado das turnês de sua banda, o Mötley Crüe. A vaga foi ocupada por John 5.

Após ter dito anteriormente que Mars estava “de saco cheio” do ritmo de turnês do Crüe, grupo que retomou suas atividades após ter garantido que iria parar de vez em 2016, Appice foi além e, em entrevista ao Ultimate Guitar, garantiu que o amigo estava descontente com outros tópicos relacionados à banda. Um deles seria o uso de faixas pré-gravadas no palco, inclusive de guitarra, o que estaria deixando Mick indignado.

“Ele me disse que quando estava na The Stadium Tour (primeira turnê do Mötley Crüe após a retomada das atividades), não estava feliz. Basicamente, tudo do show já estava pré-gravado. Estava tudo planejado. E Mick é um guitarrista muito bom, então isso nunca funcionaria para ele.”

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De acordo com o baterista, “tudo está estranho há algum tempo” com o antigo grupo do guitarrista – que se incomodava com o quão nítido era o playback.

“Mick não gostou que tudo estivesse pré-gravado. Ele me disse que as pessoas percebiam que estava tudo pré-gravado. Quando você toca em um estádio como aquele, você pode ouvir muitas coisas que chegam ou não às caixas de som. Vocais, baixo, bateria, guitarra e todas as outras coisas de Vince (Neil, vocalista)… era óbvio que estava tudo gravado. E Mick ficou chateado e disse: ‘eu consigo tocar essas coisas, eu quero tocar, não quero fazer de conta que estou tocando com eles’. Então, acho que essa é uma das razões pelas quais ele saiu. Claro, a doença (esponidilite anquilosante) não ajuda a vida na turnê, mas Mick consegue tocar tudo.”

Oposição ao estilo de vida exibido

Ainda durante a entrevista, Carmine Appice disse que Mick Mars não se dava bem com os demais integrantes do Mötley Crüe. O baterista garantiu que o guitarrista não gostava do estilo de vida adotado especialmente durante a The Stadium Tour, com aviões luxuosos e despesas altas.

“Ele tinha seu próprio meio de transporte e viajava sozinho de ônibus enquanto os outros caras iam de avião para todos os lugares. Ele dizia: ‘cara, esses caras estão desperdiçando dinheiro voando para todos os shows’. Eles estavam todos ocupados ainda tentando ser rockstars e Mick só queria tocar. Mick não estava interessado em perder tempo e dinheiro voando para qualquer lugar, então ele viajava de ônibus. Eram estilos de vida diferentes, então houve muitos desentendimentos.”

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Até mesmo a decisão em estender a turnê de reunião, que percorreu recentemente a América Latina e nos próximos meses se encaminha para a Europa, deixou Mick descontente. Na visão do guitarrista, a banda deveria acabar após o fim da The Stadium Tour, realizada em 2022 na América do Norte.

“Acho que ele simplesmente se cansou. Eles deveriam ter feito sua última turnê e depois voltaram. Em seguida, eles fizeram a The Stadium Tour, que aparentemente deveria ser a última. Então, quando eles voltaram com mais shows, ele disse: ‘vocês podem fazer, mas eu não vou mais’.”

Mötley Crüe e Mick Mars

No último domingo (12), o Mötley Crüe encerrou em Hollywood a atual etapa da The World Tour, que sucede a já mencionada The Stadium Tour. Neste novo giro, o grupo percorre o planeta com o Def Leppard, mas sem Poison e Joan Jett & the Blackhearts, atrações presentes nos compromissos de 2022.

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A única parada da turnê conjunta pelo Brasil aconteceu na última terça-feira (7) em São Paulo. O local do evento foi o estádio Allianz Parque. Na metade do ano, a parceria será retomada para a temporada de festivais do verão europeu.

Um suposto trabalho solo de Mick Mars vem sendo gravado há anos. John Corabi, ex-vocalista do Crüe, chegou a se envolver com o projeto. Porém, tudo havia entrado em compasso de espera com a volta da banda.

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

2 COMENTÁRIOS

  1. E têm muita gente pensando que só divas e bandas do Pop fazem shows com bases pré gravadas. Está aí com quase 70 anos na carcunda muitos vocalistas estão sofrendo pra cantar. Quando não usam essas bases chamamos de vexame como foi o caso de Billy Idol no último R&R. Lembro-me de um Show há alguns bons anos atrás de Madonna no Brasil ao qual ela cai e magicamente sua voz continuava esplêndida nos alto falantes.

  2. Sou fã do Motley Crue e admirador do trabalho do Mick Mars como guitarrista e devia ser duro pra ele participar dessas turnês intermináveis com esse problema físico dele, apesar que a grana deve valer bem a pena. No Rock in Rio era fácil perceber as bases pré gravadas em sua apresentação. Acho que é somente um recurso para ajudar velhos rockstars e seus lombos surrados pela estrada

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