“Finalmente”, diz Derrick Green sobre show do Sepultura só com músicas de sua fase

Apresentação no festival foi primeira vez que grupo se apresenta só com músicas gravadas pelo vocalista substituto de Max Cavalera

O Sepultura surpreendeu fãs ao anunciar tempos atrás que seu show no Rock in Rio 2026, realizado no último sábado, 5, consistiria apenas de músicas gravadas pelo vocalista Derrick Green. Entretanto, pela reação do cantor nos bastidores do festival, já era hora para isso.

Em entrevista ao Multishow (via Wikimetal), o frontman expressou muita alegria quando questionado sobre o repertório. A ponto de usar uma linguagem, digamos, colorida:

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“Finalmente! C*ralho! P*rra! Tô esperando pra um dia, só um show isso, mas acontecendo finalmente, né. Estou muito feliz. Obrigado, gente.”

Green entrou para o Sepultura em 1997, após a saída do vocalista e guitarrista Max Cavalera no começo daquele ano. Apesar dele estar na formação há quase 30 anos, a maior parte da carreira da banda, o grupo nunca havia feito um show nesse formato. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Andreas Kisser explicou o motivo para a decisão vir agora:

“Sempre pediram [um show assim], mas acho que precisa de uma ocasião especial, pois não tem motivo para dividir a carreira do Sepultura por causa de um vocalista. Por outro lado, acho interessante pela representatividade do Derrick, que é tão Sepultura quanto qualquer outro que integrou essa banda. Não somos reféns de repertório: já fizemos shows sem tocar ‘Roots Bloody Roots’, ‘Arise’, ‘Refuse/Resist’, a depender do conceito da turnê.”

A apresentação no Rock in Rio 2026 foi a penúltima da banda no Brasil antes de sua despedida dos palcos. O último show será dia 7 de novembro, na Arena Pacaembu. Ingressos estão disponíveis via Ticketmaster.

Opinião do site

Em sua resenha do show para o site, Marcelo Vieira apontou que a performance foi prejudicada pelo mau tempo. Isso porque os fãs não estavam com a mesma vontade de engajar que teriam sob céu claro. Dito isso, o Sepultura provou não estar se aposentando por falta de forma ao vivo:

“Fins de ciclo têm razões que a própria razão desconhece. O que se pode constatar, no caso do Sepultura, é que a despedida acontece quando a banda ainda parece capaz de entregar shows à altura de sua história — e justamente por isso a decisão se torna mais difícil de compreender e, talvez, mais digna de respeito. Afinal, não faltam exemplos de grupos que praticaram a própria autoeutanásia apenas para, alguns anos depois, ressuscitarem por razões poucas vezes mais nobres do que o vil metal. Se o Sepultura realmente cumprir a promessa de não voltar, ao menos terá feito algo cada vez mais raro no rock: escolher o momento de parar antes que a necessidade de continuar se torne maior do que a vontade.”

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Pedro Hollanda
Pedro Hollanda
Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como Rock'n'Beats e Scream & Yell.

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