O Iron Maiden ganhou recentemente um documentário oficial. Chamado de “Iron Maiden: Burning Ambition”, o filme celebra os 50 anos de trajetória da banda e estreou nos cinemas mundiais no último dia 7 de maio.
Uma première aconteceu pouco antes no Cineworld Leicester Square, em Londres, na Inglaterra. Celebrando o momento, o vocalista Bruce Dickinson, os guitarristas Dave Murray e Adrian Smith, o baterista aposentado Nicko McBrain e o ex-integrante Blaze Bayley marcaram presença no evento.
Steve Harris, porém, não apareceu. Como o baixista e líder não apresentou uma justificativa à época, surgiram diferentes teorias quanto ao tema.
Muitos fãs acreditavam que a ausência estava ligada à percepção do músico em relação ao longa-metragem. Durante participação no programa Trunk Nation with Eddie Trunk, o membro declarou que a Universal Pictures assumiu o controle de toda a produção e que, se dependesse somente da Donzela de Ferro, o resultado teria seguido um caminho diferente:
“Colaboramos com o projeto, demos entrevistas e tudo mais, fizemos o que eles queriam que fizéssemos. Mas se fosse feito por nós, acho que teria sido feito de uma maneira um pouco diferente e não vou dizer mais nada. Ainda assim, acho que o resultado final é… bem, não vou dizer mais nada, acho que as pessoas deveriam simplesmente assistir e tirar suas próprias conclusões.”
Só que, ao que parece, a razão pela qual não compareceu não tem nada a ver com o cunho do documentário. Conversando com a Metal Hammer recentemente, Harris mencionou o assunto e revelou que apenas não combina com a sua personalidade estar em ocasiões do tipo.
Até mesmo o Rock and Roll Hall of Fame surgiu na conversa. Indicado anteriormente apenas em 2021 e 2023, o Maiden conquistou a entrada na instituição neste ano, em sua terceira nomeação, mas não comparecerá à cerimônia marcada para o dia 14 de novembro, no Peacock Theater, em Los Angeles, nos Estados Unidos, por conflitos de agenda.
Contudo, mesmo que os artistas não tivessem compromissos da turnê “Run for Your Lives” pela Austrália no período, o baixista ainda acredita que não iria. Conforme transcrição do site Guitar.com, ele explicou:
“Eu não faço esse tipo de coisa. Eu nem fui ao recente evento de tapete vermelho do documentário. Não é a minha praia.”
Não é a primeira vez que Harris cita a questão. Também à Metal Hammer em 2023, o baixista contou que quase não foi ao Ivor Novello Award em 2001 devido à timidez:
“Acho que uma das coisas mais importantes, especialmente para mim, foi o prêmio Ivor Novello. Eu não queria ir à cerimônia de entrega. Eu acho tudo isso um pouco… sou bem tímido quando se trata desse tipo de coisa! Fico meio constrangido, então deixo os outros [da banda], que são melhores nisso, fazerem esse tipo de coisa. Achei aquilo uma grande honra, de várias formas, porque é um prêmio de composição, e para mim sempre disse que não importa o que as pessoas pensem de você como instrumentista, a composição é o mais importante. Então receber um prêmio como esse foi realmente muito bom.”
Iron Maiden no Brasil
O Iron Maiden celebra seus 50 anos com a turnê “Run for Your Lives”, que teve início em 2025. Nela, o grupo só toca músicas do período entre o álbum homônimo de estreia, de 1980 e “Fear of the Dark” (1992) – com exceção do quase sempre ignorado “No Prayer for the Dying” (1990).
O show é marcado pelos telões de led que reproduzem animações em toda a extensão do palco, de acordo com a música, bem como pela estreia Simon Dawson (British Lion) na bateria, ocupando a vaga deixada por Nicko McBrain no final de 2024.
A turnê “Run for Your Lives” tem passagem garantida pelo Brasil. Com Alter Bridge na abertura, a banda toca no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 25 e 27 de outubro, e na Arena da Baixada, em Curitiba, no dia 28 de outubro.
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