Em relação ao próprio trabalho, Brian May considera o solo de “Killer Queen”, do Queen, o melhor que já compôs. Já ao analisar as criações de outros artistas, o guitarrista chegou à conclusão de que um solo em específico feito por um colega de profissão é tão bom que “dá arrepios”.
Durante entrevista à Classic Rock, o músico elegeu a canção “Key to Love”, do John Mayall & the Bluesbreakers, como a responsável pelo maior solo da história. Ao seu ver, o trabalho de Eric Clapton na faixa é essencial, “inacreditável” e o ponto alto da música:
“Eric Clapton simplesmente destruiu naquele solo. A música inteira gira em torno dele. Toda vez que coloco essa faixa para tocar, fico apenas esperando esse momento… John Mayall é fantástico, mas você fica aguardando a hora em que Eric explode e começa a tocar aquelas notas mais agudas. É algo inacreditável. Dá arrepios.”
Para May, a canção também é característica pela paixão que exprime. Ele concluiu:
“É a música mais intensa, ardente e apaixonada que já ouvi na vida e continua sendo até hoje. Eu simplesmente adoro. Ela é avassaladora, e nunca vou me cansar dela. É uma das minhas grandes inspirações.”
“Key to Love” integra o disco “Blues Breakers”, popularmente conhecido como “The Beano Album”. Lançado em 1966, o álbum de estreia da banda John Mayall & the Bluesbreakers era originalmente creditado como de John Mayall with Eric Clapton. Produzido por Mike Vernon, o material foi pioneiro na consolidação de um estilo de blues rock centrado na guitarra.
Brian May e Eric Clapton
Brian May considera Eric Clapton um “herói”. Apesar do guitarrista do Queen já ter destacado que possui posicionamentos diferentes dos propagados pelo colega, sua admiração pelo “Slowhand” nunca mudou.
Para o músico, Clapton apresentava um diferencial na guitarra desde que surgiu. Conversando com a Guitar Player, May contou que começou a acompanhar o instrumentista em 1965 e ficou surpreso com a sua capacidade de mostrar a “emoção e profundidade” por trás do blues – algo que, até então, nunca havia percebido.
Primeiramente, ele explicou:
“Clapton me chamou atenção desde o começo, porque eu costumava ir ver os Yardbirds. Tocamos algumas músicas deles. Clapton era inacreditável, tão brilhante e com tanta fluidez. Foi ele quem me afastou do estilo de grupos como Shadows e me fez voltar a ouvir B.B. King, Bo Diddley e aqueles artistas que eu já tinha ouvido.”
Graças ao trabalho de Clapton, May passou a achar o gênero musical mais “acessível”. Isso o levou a ter contato com a obra de outros artistas, como mencionou:
“Antes, eu achava que todos eles faziam a mesma coisa: blues de 12 compassos e só. Não percebi a profundidade ou a emoção que havia nesse tipo de música até ver Eric Clapton tocando. Isso, de alguma forma, tornou o som mais acessível para mim. Depois que ouvi suas influências, ouvi Clapton com muita atenção, além de artistas como Mike Bloomfield no primeiro álbum com a Paul Butterfield Blues Band, com todos aqueles clássicos.”
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