“Back to Reality” (1999), registro de estúdio mais recente do Slaughter, saiu há 27 anos. O líder do grupo, Mark Slaughter, comentou sobre esse tempo todo sem material inédito e explicou o motivo de a banda não ter criado um novo álbum ao longo das últimas quase três décadas.
Em entrevista à rádio Rock 100.5 KATT FM (via Blabbermouth), o vocalista e guitarrista abordou as dificuldades de reunir a banda para tocar e compor, já que cada integrante vive em um lugar diferente dos Estados Unidos. Ele disse:
“Isso é como juntar gatos, esse é o problema. Esses caras estão todos por aí. Jeff Blando [guitarrista] está na Flórida. Dana [Strum, baixista] está em Las Vegas e outras partes do país e Jordan [Cannata, baterista] está em Long Island. Então é realmente uma dessas coisas de reunir todo mundo para fazer isso. Eu adoraria fazer um disco do Slaughter, mas é como juntar gatos. Essa é a melhor maneira para definir isso.”
O que muda em 27 anos?
Mark Slaughter também refletiu sobre o momento atual da indústria musical, bem diferente de como era quando a banda lançou um disco pela última vez. O artista parece entender bem como as coisas funcionam atualmente e explicou por que o grupo ainda prioriza os shows ao vivo:
“As rádios de rock, como as conhecíamos, estão bem diferentes. É uma coisa de classic rock. Estamos caminhando para a velhice. Onde está o marketing para eles e seus anunciantes? É um negócio. É a indústria musical. Você precisa olhar para isso sem ser emotivo. É apenas como é. Então levamos a música para as ruas e para onde as pessoas podem ouvir o que fazemos e ter a experiência ao vivo, ter os arrepios do fundo das caixas de som. Acredito que esse seja o ponto chave para nós: ainda estamos vivendo isso. Ainda amamos essa energia.”
Até Paul McCartney
Ainda no assunto da indústria musical, Mark foi perguntado se o Slaughter leva em conta os dados do streaming na hora de decidir o setlist, por exemplo. Mais uma vez, o músico se mostrou antenado com o momento:
“Sim. Quando fazemos nosso setlist, realmente olhamos quais são as músicas que eles mais reproduziram. E então o que fazemos é tocar essas canções que as pessoas mais ouviram. Normalmente, quando você está tocando em um cassino, o máximo que você vai ter é uma hora de performance para fazer, porque é isso que está no contrato. Passa muito rápido. Então temos que tocar os hits que as pessoas conhecem.”
A atenção aos números veio de uma lição aprendida durante um show de Paul McCartney. Slaughter relembrou:
“Eu aprendi isso há muito tempo, quando fui a um show de Paul McCartney. Ele estava tocando Beatles e Wings. As pessoas chorando, aplaudindo e se divertindo. Aí ele disse: ‘eu gostaria de tocar uma música nova para vocês’. E então o lugar todo se sentou, ou saiu para comprar uma camiseta. E eu percebi: ‘uau, ok, então se Paul McCartney, o rei de tudo isso, está sendo tratado desse jeito…’ e não é que estão tratando ele desse jeito, é apenas o momento atual. A música é parte da vida deles. Eles estão realmente ligados temporalmente ao que era, e nós não fugimos dessa ligação.”
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