O Sepultura se encaminha para encerrar suas atividades — possivelmente ainda em 2026 — e vem olhando para trás, “celebrando a vida através da morte” (“Celebrating Life Through Death”, o nome da turnê de despedida). E com isso, fica evidente a importância do atual e mais longevo vocalista da banda.
Em entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o gutiarrista Andreas Kisser discutiu a importância de Green para o grupo. O vocalista americano assumiu o posto em 1997, com a responsabilidade de substituir um dos fundadores, Max Cavalera.
Para Kisser, a contribuição do cantor é essencial e o EP “The Cloud of Unknowing”, lançado no fim do último mês, é um ótimo exemplo disso:
“Ele [Green] passou por momentos dificílimos ao encarar o microfone quando lançamos ‘Against’ (1998). Enfrentou críticas absurdas e comparações patéticas. Até hoje ouvimos coisas assim, com uma divisão estúpida. Mas ele vestiu a camisa mais do que ninguém e ele só cresceu — esse EP mostra isso, com um trabalho primoroso, técnico e cheio de emoção. Ele domina completamente a voz dele. Nunca faríamos uma música como ‘Beyond the Dream’ com outro vocalista. Não estaríamos aqui hoje sem as possibilidades e a capacidade dele.”
Antes de encerrar de vez os trabalhos, Derrick vai receber uma espécie de homenagem. A apresentação do Sepultura no Rock in Rio deste ano, que deve ser a penúltima da carreira, trará apenas músicas gravadas por ele. Sobre o show, Andreas disse:
“Sempre pediram, mas acho que precisa de uma ocasião especial, pois não tem motivo para dividir a carreira do Sepultura por causa de um vocalista. Por outro lado, acho interessante pela representatividade do Derrick, que é tão Sepultura quanto qualquer outro que integrou essa banda. Não somos reféns de repertório: já fizemos shows sem tocar ‘Roots Bloody Roots’, ‘Arise’, ‘Refuse/Resist’, a depender do conceito da turnê.”
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