Geoff Tate lançou recentemente um novo álbum de estúdio solo. No último domingo (3), chegou às plataformas o disco conceitual “Operation: Mindcrime III”, que funciona como uma continuação do “Operation: Mindcrime” (1988), do Queensrÿche, e que explora “as consequências da revolução e os impactos duradouros do poder, do controle e da rebelião”.
Entre os participantes do novo projeto, está um brasileiro: o baterista Rafael Ferreira, integrante do Caravellus e conhecido por ter tocado com a cantora pop Christina Aguilera.
O músico é creditado na faixa “Do You Still Believe?”, que também conta com John Moyer, baixista do Disturbed. Ouça abaixo ou clicando aqui:
A parceria aconteceu por intermédio de Kieran Robertson, guitarrista de Geoff, que já conhecia Rafael após aproximação em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em nota, o responsável explicou:
“Depois de tocar com o Rafael várias vezes em Los Angeles e vê-lo trabalhar, ele foi uma escolha fácil. Ele chegou e gravou as partes em cerca de dois takes, e a música simplesmente se encaixou. Sou muito grato por ele ter tocado nessa música.”
Rafael revelou no mesmo comunicado que aceitou o convite para tocar “prontamente”. Principalmente por sua conexão especial com o Queensrÿche, banda da qual Tate foi vocalista entre 1982 e 2012:
“Quando recebi o convite do Kieran, aceitei prontamente. O Queensrÿche é uma banda que sempre admirei e acompanhei desde a adolescência. Participar de um álbum ligado a um nome tão icônico como ‘Operation: Mindcrime’ é, definitivamente, um passo muito importante para a minha carreira e também uma grande satisfação pessoal.”
Por sua vez, Geoff não economizou elogios ao brasileiro. No texto, destacou a precisão do baterista nas gravações:
“Rafael chegou até mim muito bem recomendado pelo Kieran e, quando ouvi a música com a bateria dele, finalmente sentimos que ela estava pronta. Ele sabia exatamente onde estava o groove e se encaixou na música como uma luva.”
Queensrÿche e “Operation: Mindcrime”
Em seu terceiro álbum de estúdio, o Queensrÿche entregou um divisor de águas. Em um cenário musical em que predominava a puerilidade do hair metal, fez cair por terra a noção de que som pesado era trilha sonora dos incultos.
O enredo de “Operation: Mindcrime” gira em torno de um viciado em drogas de nome Nikki que, desiludido com a sociedade, relutantemente acaba se envolvendo com um grupo revolucionário como um assassino de líderes políticos.
Não foi um sucesso imediato. Quando de seu lançamento no dia 2 de maio de 1988, estreou no número 50 na parada de álbuns da Billboard.
Um ano inteiro seria necessário até que a marca de 500 mil cópias vendidas — disco de ouro — fosse batida nos Estados Unidos. A certificação de platina por 1 milhão de cópias vendidas só viria em 1991, depois que o grupo tocou o álbum na íntegra para promover “Empire” (1990). “Eyes of a Stranger”, “Revolution Calling” e “I Don’t Believe in Love” foram as músicas de trabalho.
Em 2006, a história de Nikki ganhou continuação com “Operation: Mindcrime II”. Todavia, nem mesmo a participação de Ronnie James Dio como Dr. X impediu o álbum de ser tachado como uma sequência de baixa caloria pela crítica.
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