Enquanto o Iron Maiden ganha seu próprio documentário, “Iron Maiden: Burning Ambition”, Paul Di’Anno também terá um filme próprio. No entanto, se o falecido cantor participou da produção de sua ex-banda — pouco antes de nos deixar em outubro de 2024 —, não houve a recíproca.
É o que afirma Wes Orshoski, diretor de “Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer”, longa-metragem que chega ao Reino Unido e América do Norte em junho. De acordo com o cineasta, os membros do Maiden não quiseram participar da produção que narra a história do vocalista dos primeiros dois álbuns do grupo.
O tópico foi abordado em uma sessão de perguntas e respostas (via Billboard). Orshoski revelou que, apesar da negativa de Steve Harris e companhia, os músicos aparecem de alguma forma.
“A primeira coisa que fiz depois de assinar um contrato com a Cleopatra [Entertaiment, produtora] foi ligar para o management do Iron Maiden. O empresário do Maiden, Rod Smallwood, foi muito gentil, mas imediatamente me disse que nem ele e nenhum dos atuais membros da banda iriam participar. Obviamente, é uma grande pena, mas não foi inesperado. No fim das contas, no entanto, tenho a felicidade de dizer que Steve Harris e o resto dos caras aparecem no filme.”
O documentário foi filmado entre 2017 e 2023, no período em que Di’Anno sofreu com problemas de saúde e mesmo assim fez turnês, inclusive pelo Brasil. No trailer, aparecem o baixista Steve Harris e o também ex-vocalista do Maiden, Blaze Bayley. Outros músicos incluídos no filme são James Hetfield (Metallica), Gene Simmons (Kiss) e membros de bandas como Exodus, Slayer, Megadeth, Overkill e Sepultura.
Veja o trailer abaixo.
Sobre Paul Di’Anno
Paul Di’Anno gravou os álbuns “Iron Maiden” (1980) e “Killers” (1981), os dois primeiros do Iron Maiden, saindo para a entrada de Bruce Dickinson.
Seu primeiro projeto após deixar a banda foi o Di’Anno, com sonoridade mais comercial. O nome foi reaproveitado na virada do século, com uma banda formada apenas por instrumentistas brasileiros.
A seguir fundou o Battlezone, com sonoridade mais pesada. O grupo existiu entre 1985 e 1989, retornando brevemente em 1998. Na sequência veio o Killers, que teve no álbum “Murder One” (1991) o trabalho mais elogiado do vocalista fora do Maiden.
Também gravou e excursionou com Gogmagog, Praying Mantis, Scelerata e Architects of Chaoz, entre outros. Nos últimos anos, participou do Warhorse, com músicos croatas, aproveitando sua estadia no país para tratamento visando readquirir independência de locomoção.
Nos últimos anos, os fãs acompanharam os problemas de saúde de Paul Di’Anno. Uma mobilização mundial foi feita para que o cantor pudesse ter acesso a um tratamento para lidar com problemas em seus membros inferiores.
Faleceu em 21 de outubro de 2024, aos 66 anos, devido a uma dissecção da aorta.
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