Black Pantera detona ao abrir para o Korn em SP e deixa gosto de “quero mais”

Cada vez mais presente em grandes shows e festivais, trio mineiro fez os 30 minutos de seu set passarem rápido com performance enérgica e pesada

Diferentemente de atrações de abertura em outros shows e festivais, pareceu natural a presença do Black Pantera para iniciar os trabalhos na apresentação do Korn no Allianz Parque, em São Paulo, no último sábado, 16.

Comendo pelas beiradas do melhor jeito mineiro possível, o trio formado por Charles Gama (voz e guitarra), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) vem numa crescente de grandes participações como nas edições 2022 e 2024 do Rock in Rio e do Knotfest; Lollapalooza em 2023; e The Town em 2025 — fora apresentações antecedendo Sepultura e Living Colour em São Paulo, ambas em 2024.

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Nada discreta, porém, foi a entrada do grupo ao palco um minuto antes do horário das 17h45: ao som de uma sirene. Charles soltou seu já tradicional “Satisfação, família!”, “Boto pra F*der” e “Padrão é o Car*lho” chegaram ao melhor estilo voadora no lustre. De imediato, o baixo, que já se destacava na primeira, explodiu de vez na segunda, soando ainda mais cavalar.

Praticamente num só combo e até pelo título, “Boom!” manteve a energia e as rodas em alta. Estava claro que o repertório montado para a ocasião seria ainda mais pesado que o usual. Em “Abre a Roda e Senta o Pé”, trouxe novamente o baixo na linha de frente, com linhas intensas. Já “Candeia” foi puxada de modo super ritmado na bateria e com uma baqueta nas cordas do baixo simulando o som de um berimbau em menção evidente à capoeira.

“Cola” foi o momento para a “roda das minas” – elas não deveriam poder participar sempre? E a saideira “Fogo nos Racistas” trouxe uma esperada e breve menção inicial a “Olho de Tigre”, canção de Djonga, com o cantar do verso “Sensação sensacional” por três vezes, “Firma” por quatro vezes e “Fogo nos racistas”.

Enquanto se notava a alteração da letra do já clássico hino do Black Pantera de “fogo nos racistas” para “fogo nos nazistas” e depois “fascistas” e “machistas”, o show já chegava ao fim justamente em seu ápice com meia hora cravada no relógio. Apesar do já batido pedido neste momento para pedir a galera se abaixar e depois pular com tudo, o set no geral deu gostinho de “quero mais”. Com o perdão do trocadilho feito com títulos de seus dois últimos álbuns — que em agosto ganharão um sucessor —, que a ascensão do Black Pantera seja perpétua.

Repertório — Black Pantera:

  1. Boto pra F*der
  2. Padrão é o Car*lho
  3. Boom!
  4. Abre a Roda e Senta o Pé
  5. Candeia
  6. Cola
  7. Fogo nos Racistas

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