Paul McCartney não é o maior fã das redes sociais. À The Canadian Press em 2018, o eterno Beatle chegou a dizer que preferia “sair para cavalgar na floresta do que ficar olhando para uma telinha”.
Anos mais tarde, à GQ, em 2020, o músico de 83 anos explicou porque não é totalmente adepto ao uso de plataformas como o Instagram: a superficialidade e a “pressão” para cada postagem. Ele justificou:
“Muita gente da minha família usa Instagram, e eu digo: ‘não acredito que vocês fazem isso, porque toda vez que postam alguma coisa precisam pensar em algo inteligente para escrever.’ É a pior pressão do mundo. Porque tudo o que você está fazendo é tirando uma foto do café da manhã, mas ainda precisa escrever uma legenda para isso. Para mim, isso não tem graça nenhuma. Eu tenho uma conta no Instagram e às vezes dou uma olhada, mas não é muito a minha cara. É a minha equipe que cuida da minha conta.”
Sendo assim, Macca não entende como influenciadores digitais conseguem alcançar tanta visibilidade. Ao The Rest is Entertainment (via NME), o artista mencionou recentemente tal opinião, mas admitiu que também acaba exposto a esse universo mesmo sendo de outra geração:
“Acho que muita dessa coisa de influenciadores… simplesmente não entendo muito bem, porque não sou dessa geração. Mas é impossível não ver nada [de algum influenciador]. Minha esposa fica olhando o Instagram e me mostrando alguma coisa, e aí um influencer sempre aparece.”
Em suas palavras, é comum que “pessoas que não tenham um talento particularmente grande se tornem extremamente famosas” nesse meio. Ao mesmo tempo, porém, acredita que isso sempre existiu:
“Acho engraçado — e suponho que isso sempre tenha existido — ver pessoas que não parecem ter um talento particularmente grande se tornarem extremamente famosas. Bilhões de acessos e visualizações.”
Paul McCartney e “The Boys of Dungeon Lane”
Paul McCartney anunciou o lançamento de seu novo álbum, o primeiro em seis anos. “The Boys of Dungeon Lane” chega em 29 de maio e é co-produzido por Andrew Watt, produtor que tem um currículo que vai de Post Malone a Ozzy Osbourne, passando por Iggy Pop, Elton John e Rolling Stones.
O título é inspirado em uma estrada em Liverpool, onde Paul costumava observar pássaros na infância. Um comunicado destaca:
“Este é o álbum mais introspectivo de Paul McCartney até o momento, levando o ouvinte de volta ao início de tudo. Nessas novas e extraordinárias canções, Paul escreve com rara franqueza sobre sua infância na Liverpool do pós-guerra, a resiliência de seus pais e as primeiras aventuras compartilhadas com George Harrison e John Lennon, muito antes de o mundo sequer ter ouvido falar da Beatlemania. Assim como sua carreira, ‘The Boys of Dungeon Lane’ é musicalmente eclético e mostra Paul explorando uma variedade de instrumentos e estilos, exibindo sua ampla musicalidade. Há rock ao estilo Wings, harmonias ao estilo Beatles, grooves ao estilo McCartney, intimidade discreta, narrativas guiadas pela melodia, canções sobre personagens – o fio condutor sendo Paul.”
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