O ano de 2027 representa um período de pausa para o Iron Maiden e há quem tenha medo de que seja o início de uma aposentadoria não anunciada. O próprio Steve Harris expressou recentemente um receio de o hiato se estender, mas Adrian Smith não acredita em um fim das atividades.
À Billboard, o guitarrista foi categórico ao afirmar que não vê a banda se aposentarndo nesse momento. Sua justificativa recai sobre o próprio chefe e baixista do Maiden:
“Não vejo isso acontecendo. Todos nós amamos fazer isso. Steve Harris tem 70 anos e consegue ir e jogar futebol por 90 minutos, um jogo inteiro, e então subir no palco com o Maiden — e então ele se levanta e basicamente faz a mesma coisa no dia seguinte. Esse é o tipo de espírito que move a todos nós, então… tenho certeza de que estaremos de volta antes que seja tarde demais.”
Atualmente, o Iron Maiden celebra 50 anos de existência com a turnê “Run for Your Lives”, que passa pelo Brasil com duas datas em outubro. O giro deve acabar junto com o ano de 2026 e, então, é hora de um merecido descanso.
A emoção de estar no Iron Maiden
Adrian Smith também citou um trecho do documentário “Iron Maiden: Burning Ambition” que fala sobre seu período fora da banda, entre 1990 e 1999. Nesse tempo, além de embarcar em outros projetos musicais próprios, o guitarrista também colaborou com a carreira solo de Bruce Dickinson, que saiu do grupo 3 anos depois dele. Adrian comentou:
“Bruce fala sobre isso [no documentário] e como ele se sentiu, e foi bem legal ver que ele meio que se importava e que minha ausência meio que era sentida. Acho que precisava acontecer naquele momento. Era a coisa certa a se fazer. Eu não estava feliz. Eu não tive um surto e saí repentinamente, aconteceu ao longo de um período de tempo. Foi difícil.”
Tanto Smith quanto Dickinson retornaram ao Maiden em 1999, dando origem à formação em sexteto que permanece até hoje — o único desfalque é Nicko McBrain, aposentado dos shows desde 2024 e substituído por Simon Dawson (British Lion). Não parece haver nenhum tipo de arrependimento:
“Quando eu voltei para a banda, eu tinha uma perspectiva diferente. Eu podia vê-la pelo que ela era e apreciar muito mais fazer parte dela. E não olhei para trás desde então.”
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