Jim Morrison não queria ser “a cara” do The Doors, diz Robby Krieger

Apesar de ser inevitável para o frontman, cantor não queria se sobressair no protagonismo sobre os colegas

Jim Morrison foi o rosto do The Doors por toda a carreira. Para o ouvinte não inveterado, pensar na banda é associar ao rosto (e corpo) do seu vocalista. A ponto de que muitos sequer sabem que o grupo lançou dois discos após sua morte – a saber: “Other Voices” (1971) e “Full Circle” (1972).

Porém, não apenas não era esse o objetivo como o cantor não se sentia confortável em se sobressair ao grupo. Em entrevista ao site IgorMiranda.com.br, o guitarrista Robby Krieger assegurou que o próprio colega era contra essa visão dos fatos.

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Ele declarou:

“Ficava tudo bem para nós três [Robby, o tecladista Ray Manzarek e o baterista John Densmore], mas Jim realmente não queria. E ele meio que cedeu no primeiro álbum [‘The Doors’, janeiro de 1967]. Há uma foto grande sua na frente e os demais na parte de trás. Mas no segundo álbum [‘Strange Days’, outubro de 1967], você notará que nenhum de nós aparece na capa. São os palhaços e o levantador de peso. Foi ideia do Jim. Sempre achei isso bem legal.”

Krieger ainda ressaltou que Morrison teve a ideia de que, pelo menos nos primeiros três álbuns, a autoria das músicas fosse creditada ao grupo. Mesmo que o próprio acabasse se sobressaindo na hora de decidir o que incluir no repertório.

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“Na verdade, ele realmente compôs a maioria das músicas nesses três primeiros álbuns… mas alguns dos maiores sucessos eram meus.”

E apesar de mais de meio século ter se passado desde que Jim Morrison faleceu, o instrumentista garante que a popularidade é a maior possível. A percepção se deu quando os remanescentes retornaram aos palcos.

“Ray e eu voltamos a nos apresentar como The Doors por volta do ano 2000, com Ian Astbury [The Cult] e alguns outros cantores. Só aí nos demos conta de o quão popular o The Doors ainda era. Tocamos nos quatro cantos do mundo. Eu diria que hoje a banda é mais popular do que nunca. Não apenas por causa de Jim e suas loucuras. Acho que, com o tempo, isso meio que vai perdendo o impacto.”

Ray Manzarek morreu em 20 de maio de 2013, aos 74 anos, vítima de um câncer no ducto biliar. John Densmore mantém uma vida distante dos holofotes. Em 2020, se casou com a fotógrafa húngara Ildiko Von Somogyi, em sua quarta união matrimonial. Na mesma época, lançou o livro “The Seeker”.

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Sobre Robby Krieger

Nascido em Los Angeles, Estados Unidos, Robert Alan Krieger se aventurou na música pela primeira vez aos 10 anos, com o trumpete. Posteriormente, passou a tocar blues no piano dos pais, chegando à guitarra na pré-adolescência. Paralelamente ao rock, estudou flamenco, folk e jazz, criando um estilo que o diferenciou dos colegas de geração.

Juntou-se ao The Doors em 1965, substituindo o irmão de Ray Manzarek. Participou de todas as atividades da banda, chegando a dividir vocais com o tecladista nos discos lançados após a morte de Jim Morrison.

Após o fim do grupo, seguiu com o baterista John Densmore no The Butts, além de lançar uma série de álbuns solo voltados ao jazz fusion. Participou ainda de trabalhos do Blue Öyster Cult, Particle e Fuel, entre outros.

Seu lançamento mais recente é a estreia do Robby Krieger and the Soul Savages. O projeto ainda conta com o tecladista Ed Roth, o baixista Kevin “Brandino” Brandon e o baterista Franklin Vanderbilt. Clique aqui para ouvir o trabalho.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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